O Santos vive um momento de incerteza financeira e busca desesperadamente um novo patrocinador máster para o restante do Campeonato Brasileiro. Após congelar o contrato com a Novibet por causa da Medida Provisória do Governo Federal que impede a atuação das bets no Brasil, o Peixe está sem sua principal fonte de receita no uniforme. A situação é delicada: se a MP caducar ou não avançar no Congresso, o acordo com a antiga parceira volta a valer, mas por enquanto o clube precisa se virar com acordos pontuais.
E é nesse cenário que surge a Aionos, empresa de energia com sede em Curitiba, no Paraná. A negociação, revelada inicialmente pelo jornalista Lucas Musetti, gira em torno de R$ 4,5 milhões por um vínculo até o fim do ano, cobrindo as últimas 9 rodadas do Brasileirão. O co-fundador da empresa, Cicero Brito, esteve na Vila Belmiro nesta semana e posou para fotos ao lado de Alexandre Mattos, diretor de futebol, Elano, gerente da base, e até mesmo Neymar pai e o próprio camisa 10 do Santos, em um encontro nos vestiários. Nas redes sociais, Cicero escreveu: “Um dia muito especial e de grandes negócios com a Aionos”, marcando os perfis do clube e dos Neymar. A publicação deu a entender que o acordo estava fechado, mas não é bem assim.
Segundo informações do colega Lucas Musetti, representantes da Aionos questionaram o vazamento da informação e pediram mais tempo para tomar uma decisão. O Santos deseja receber uma parte em novembro e o restante em dezembro. A empresa de energia inicialmente sugeriu outra forma de pagamento, mas as partes chegaram a um consenso e as assinaturas do contrato estavam prestes a acontecer. Até que o possível parceiro comercial resolveu avaliar a situação com mais calma. O Bolavip Brasil tentou contato com Cicero Brito, mas não obteve resposta até o momento.
A parceria com a Aionos não se resumiria apenas aos R$ 4,5 milhões. O acordo também previa uma economia de energia na Vila Belmiro e no CT Rei Pelé, além de promoções para os sócios do clube. O Alvinegro Praiano aguarda uma decisão da empresa, que se intitula um dos maiores hubs de energia do Brasil.
Enquanto isso, a diretoria santista corre contra o tempo. O clube recebia R$ 35 milhões por ano da Novibet e, com a MP, a maioria dos clubes perdeu uma verba importante de patrocínio máster. O Internacional, por exemplo, fechou acordo com a Shopee para os jogos contra Corinthians e Grêmio. Já o Santos, na partida diante do Flamengo, estampou a marca do Instituto Leão do Mar, uma organização social recém-lançada pelo próprio clube, enquanto não consegue um novo patrocinador para o restante do Brasileirão. A situação financeira é tão delicada que o Peixe foi recentemente punido pela FIFA por dívida com o ex-técnico Pedro Caixinha. O tempo urge, e cada jogo sem máster representa um prejuízo ainda maior.
Fonte: br.bolavip.com



