Tem coisa mais gostosa no futebol do que ver um jogador que era questionado se tornar protagonista? Pois é, Samuel Lino está vivendo exatamente esse momento no Flamengo. Depois de um primeiro ano de altos e baixos, o atacante não só silenciou os críticos como virou peça-chave no time de Leonardo Jardim. E o mais interessante: essa recuperação não é só dentro das quatro linhas, ela também mexeu com os bastidores do clube.
Quando Lino chegou ao Mais Querido, a pressão era gigantesca. Afinal, ele foi a contratação mais cara da história do Flamengo, custando pouco mais de R$ 203 milhões, um investimento que só perde para o retorno de Lucas Paquetá. Pra você ter uma ideia, a diretoria chegou a ouvir comparações com o caso de Vitinho, que também chegou com status de craque e acabou consumido pelo peso da camisa. Mas Lino fez diferente: ele usou essa pressão como combustível.
A virada de chave aconteceu em 2026, quando ele atingiu dois dígitos em gols e assistências. Hoje, são 41 partidas, 29 como titular, 11 gols e 10 assistências. Só no Brasileirão, são 15 participações em gols em 24 jogos. Números que o colocaram até na pré-lista de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. Nada mal para quem estava sendo duramente criticado, né?
E o que isso tem a ver com os bastidores? Tudo. Com a diretoria pressionada após as tentativas frustradas de contratar Thiago Almada (que foi pro River Plate) e Luiz Henrique (com futuro indefinido), a evolução de Lino trouxe tranquilidade. Jardim, inclusive, já usava ele de forma improvisada, assim como faz com Carrascal ou Paquetá. Isso tirou a urgência de buscar um substituto para a posição, e o clube priorizou outros setores, contratando um ponta e um centroavante.
O momento não poderia ser melhor. O Flamengo briga ponto a ponto pelo título brasileiro com o Palmeiras e está nas quartas da Libertadores. Numa fase decisiva dessas, ter um jogador recuperado e confiante é um trunfo e tanto. Lino reconquistou o prestígio interno, a confiança da comissão técnica e, principalmente, fez as pazes com a torcida. Ele provou que pressão, quando bem administrada, pode ser o empurrão que faltava para o sucesso.
Fonte: br.bolavip.com



