A atuação de Renato Gaúcho no comando do Vasco contra o Remo, neste sábado (11), foi um estudo sobre timing e reação. No empate por 1 a 1, válido pela 11ª rodada do Brasileirão, as decisões do técnico no Mangueirão seguiram um roteiro claro: confiança inicial, intervenção pós-gol e busca desesperada pela virada.
Renato começou o jogo apostando na solidez. A escalação foi a habitual, sem surpresas, com o claro objetivo de controlar as ações desde o primeiro minuto. A mensagem era de estabilidade.
Essa confiança se estendeu ao intervalo. Mesmo com o placar zerado e o jogo em aberto, o treinador manteve o mesmo time. Nenhuma substituição. A crença no plano original parecia inabalável.
A primeira mexida só veio após o gol do Vasco. Com a vantagem no placar, Renato agiu. David saiu para a entrada de Brenner, em uma movimentação que buscava consolidar a liderança.
Em seguida, foi a vez de Barros dar lugar a JP. A troca no meio-campo visava um controle maior da posse de bola e o equilíbrio das ações no centro do campo.
Aos 32 minutos do segundo tempo, Johan Rojas foi substituído por Marino Hinestroza. Mas foi o gol de empate do Remo que acionou o modo ‘urgência’ no banco de reservas.
Na reação imediata ao revés, Renato Gaúcho tirou Tchê Tchê e colocou Spinelli em campo. A mudança foi um sinal claro: a postura seria mais agressiva, ofensiva, na tentativa de buscar a vitória nos minutos finais. Uma tentativa que, no final, não foi suficiente.
O Vasco retorna aos gramados na terça-feira (14), às 21h, em São Januário, para enfrentar o Audax Italiano pela Copa Sul-Americana. Será a chance de Renato Gaúcho ajustar o seu relógio tático.
Fonte: br.bolavip.com



