A situação do Vasco na Sul-Americana é preocupante. Em duas rodadas, o Gigante da Colina soma apenas um ponto, com um empate e uma derrota. A última, para o Audax Italiano por 2 a 1, deixou um gosto ainda mais amargo devido a uma arbitragem polêmica.
A expulsão indevida de JP ainda no primeiro tempo complicou tudo. Mesmo com o erro da arbitragia, a atuação da equipe em São Januário não foi boa. E isso gerou uma reação imediata nos bastidores.
Após o jogo, o técnico Renato Gaúcho foi direto ao ponto na coletiva. Ele revelou que, junto com o presidente Pedrinho, cobrou o grupo no vestiário. “Nós poderíamos ter apresentado um futebol bem melhor… Foi justamente essa cobrança que eu tive em cima deles agora no vestiário e o próprio presidente também”, afirmou o treinador.
Renato reconhece que a pressão é justa, mas não ignora o fator decisivo do árbitro. “Essa cobrança é justa, mas por outro lado, o juiz expulsa um jogador injustamente. Já estávamos com uma certa dificuldade, as dificuldades aumentaram”, destacou.
A polêmica não parou na expulsão de JP. Na reta final, o zagueiro Cuesto também foi expulso após intervenção do VAR, deixando o Vasco ainda mais desfalcado.
Irritado, Renato Gaúcho ainda ironizou a seletividade da Conmebol. O uruguaio Hernan Heras, árbitro da partida, não será punido, mas o clube tem um processo disciplinar aberto porque Renato não viajou para um jogo anterior.
“Eu sempre falei que a prioridade do clube é o Brasileiro… Será que a Conmebol vai gritar com o árbitro de hoje? Ou vão gritar comigo? A Conmebol tem que estar preocupada com quem vai apitar os jogos”, questionou, deixando claro seu descontentamento.
A mensagem final do técnico foi de responsabilidade, mas com um alerta. “Ninguém está dando desculpa pela derrota… Infelizmente o adversário cresceu e no final do jogo cometemos um pênalti infantil que fez com que a gente perdesse a partida”. A cobrança interna é um sinal de que a paciência está no limite. A evolução precisa aparecer em campo, e rápido.
Fonte: br.bolavip.com



