Renato amplia olhar na base do Grêmio: quem pode brilhar no fim do ano?

Renato amplia olhar na base do Grêmio: quem pode brilhar no fim do ano?

Renato Portaluppi voltou ao comando do Grêmio e já movimenta os bastidores. Durante a pausa da Data Fifa, o técnico chamou 12 garotos da base para treinar com o time principal. A atitude acende a esperança da torcida, mas é bom segurar a ansiedade: treinar entre os profissionais não é sinônimo de promoção automática.

A ideia, nesse primeiro momento, é ambientar os jovens à rotina do grupo de cima e permitir que Renato e sua comissão avaliem de perto as características de cada um. Esse movimento ganha peso na reta final da temporada, quando o Grêmio precisa de alternativas, mas não pode confundir oportunidade de avaliação com a necessidade de queimar etapas.

Os convocados são João Victor, Bernardo Ferreira, Richard, Vitor Ramon, Emanuel, João Novaes, Iago Valeije, João Borne, Adrielson, Fellipe Magalhães, Arnaldo e Lucca. São atletas de posições variadas que agora têm contato mais próximo com a comissão técnica do profissional.

A pergunta que não quer calar entre os gremistas é: quem realmente pode transformar essa aproximação em minutos em campo? Entre os nomes que já vinham treinando com os profissionais, Tiaguinho, Riquelme, Jefinho, Roger, Zortéa e Luís Eduardo estão em situação diferente dos que chegam agora.

O detalhe crucial é que esses jogadores já sentiram, ao menos em parte, o peso do futebol profissional. Não partem do zero, pois alguns já somaram minutos em partidas oficiais ou foram relacionados ao longo da temporada. Isso pode pesar na balança quando Renato precisar decidir em uma sequência decisiva do Campeonato Brasileiro.

Tiaguinho é um caso que merece atenção. O volante entrou em campo nove vezes na temporada e não joga desde maio, mas voltou a aparecer nos treinos. Sua presença pode ser uma alternativa para Renato, especialmente porque já conhece o ambiente profissional e não precisaria passar pelo mesmo processo de adaptação de um estreante.

Riquelme também está nesse pacote. O meia acumula oito jogos pelo Grêmio em 2026 e sua última aparição foi contra o Mirassol, pelo Brasileirão. Jefinho e Zortéa, por sua vez, têm quatro partidas cada na temporada, enquanto Luís Eduardo já disputou seis jogos. Esses números ajudam a separar quem está apenas sendo observado de quem já teve experiência prática no time de cima.

Portanto, o espaço para os jovens pode existir, mas não será aberto de uma vez para todos. Renato terá que equilibrar experiência, necessidade e desempenho nos treinos, ainda mais porque o momento do Grêmio exige resultados e torna cada escolha ainda mais crucial.

A chegada dos 12 novos nomes não diminui as chances de quem já vinha sendo acompanhado. Pelo contrário: aumenta a concorrência interna e dá ao treinador uma visão mais ampla das opções do clube. Para o Grêmio, isso é positivo, desde que a observação se transforme em oportunidades reais quando houver espaço, e não apenas em presença nos treinos.

Base que ganha espaço

Esse movimento também escancara uma realidade que já vinha sendo construída no elenco gremista em 2026. Em abril, o Grêmio tinha 29 jogadores formados na base inscritos para a Copa Sul-Americana, um número expressivo que mostra a força das categorias inferiores do clube.

Agora, com Renato no comando, a diferença está na possibilidade de uma nova avaliação. O treinador terá a chance de olhar com seus próprios olhos para esses talentos e decidir quem está pronto para dar o salto. A reta final do Brasileirão pode ser o palco ideal para alguns desses nomes mostrarem serviço, desde que a oportunidade venha na hora certa e com a preparação adequada.

O torcedor gremista, claro, sonha em ver a base brilhar. Mas é preciso ter calma: o processo de transição para o profissional exige tempo e cuidado. Renato sabe disso e vai dosar as chances conforme a necessidade e o desempenho de cada um. Afinal, o objetivo maior é somar pontos e terminar a temporada em alta.

Fonte: br.bolavip.com

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