O Corinthians confirmou nos últimos dias que Raniele precisará passar por uma cirurgia no menisco lateral do joelho direito. É mais um capítulo de uma temporada que, para o Timão, tem sido marcada por baixas constantes e um calendário pesado demais para um elenco que não consegue se manter inteiro.
O volante se machucou na derrota por 4 a 1 para o Palmeiras e deve desfalcar a equipe nos últimos compromissos de 2026. Seedorf sentirá falta do jogador, que é titular mesmo sem viver seu melhor momento no clube.
O problema é que esse episódio joga luz sobre uma questão maior: será que o Corinthians tem estrutura para atravessar o ano com o elenco em condições de competir? A lesão de Raniele não pode ser analisada no vácuo. Desde o início da temporada, o time convive com problemas físicos em série.
Em fevereiro, Breno Bidon sofreu um estiramento na coxa direita, e André teve uma lesão ligamentar no tornozelo esquerdo. Já eram sinais de alerta numa fase inicial do ano.
Em agosto, o cenário ficou ainda mais crítico: o Alvinegro Paulista chegou a ter oito jogadores entregues ao departamento médico às vésperas de compromissos decisivos pela Copa do Brasil, pela Libertadores e pelo Campeonato Brasileiro. Isso reduziu drasticamente as opções da comissão técnica justamente quando a exigência competitiva aumentava. Alguns casos exigiram recuperações longas e procedimentos cirúrgicos, como os de Kayke e Zakaria Labyad.
Não se trata de afirmar que o DM provocou ou agravou lesões. Mas é legítimo cobrar transparência sobre os processos de recuperação, evolução física e reintegração aos treinos e jogos.
E os números escancaram o problema: em 2026, o Corinthians lidera o ranking de clubes da Série A com mais lesões registradas, somando 42 casos entre 1º de janeiro e 1º de outubro. O Palmeiras, que briga por vários títulos, não aparece nem no top-10 dessa lista.
Diante disso, fica evidente que o departamento médico e a preparação física não estão entregando um trabalho à altura do que o clube precisa. A culpa pelo momento ruim não é só do DM — contratações, montagem do elenco, decisões da diretoria, trocas de treinador e desempenho técnico também pesam. Mas os números mostram que os problemas do Corinthians vão muito além das quatro linhas.
Fonte: br.bolavip.com



