O jornalista Paulo Vinicius Coelho, o PVC, não poupou críticas ao atual cenário envolvendo John Textor e o Botafogo, após o afastamento do empresário pelo Tribunal Arbitral da FGV. Em uma análise publicada no UOL, ele classificou a situação como um verdadeiro “vexame” e foi além: para ele, o caso não é isolado e revela falhas profundas no modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
PVC destacou que clubes tradicionais, como Botafogo e Vasco, se precipitaram ao buscar investidores sem as garantias necessárias, e hoje sofrem as consequências dentro e fora de campo. Em suas palavras: “SAF não é prefixo de safar-se, como fizeram clubes como Vasco e Botafogo, que procuraram o primeiro empresário que balançasse notas de dólar na janela para se abraçarem a ele como se fosse um salvador da Pátria”. A declaração ecoou nos bastidores do futebol brasileiro.
Na visão do comentarista, o problema não está no modelo SAF em si, mas na falta de fiscalização e na legislação frouxa. Ele defendeu medidas mais duras para coibir fraudes e gestões irresponsáveis, lembrando que situações similares ocorrem em outros países. Para PVC, dirigentes e investidores precisam responder de forma mais severa quando irregularidades são comprovadas.
O jornalista foi enfático: “O remédio é a legislação ser dura e o controle rigoroso. Cadeia para quem comete fraude comprovada, do Banco Master às Sociedades Anônimas do Futebol”. A frase gerou ainda mais repercussão e acendeu um alerta sobre a necessidade de proteger clubes históricos de decisões precipitadas.
Botafogo e Vasco, ambos em recuperação judicial, se tornaram símbolos de um debate que, segundo PVC, ultrapassa o âmbito individual e se configura como uma questão nacional. Ele encerrou sua análise pedindo ajustes urgentes no sistema, deixando claro que não se trata de extinguir as SAFs, mas de corrigir distorções que ameaçam o futuro do futebol brasileiro.
Fonte: br.bolavip.com



