O relógio está correndo no Flamengo. Erick Pulgar, um dos pilares do meio-campo de Leonardo Jardim, segue no aguardo de uma resposta oficial da diretoria rubro-negra para definir os próximos passos da sua carreira. E a situação ganhou contornos de urgência por um motivo claro: a multa rescisória do chileno despencou para US$ 4 milhões (cerca de R$ 20,8 milhões) nesta janela de transferências, um valor que acendeu o alerta no mercado internacional.
Com contrato válido até dezembro de 2027, Pulgar viu seu preço se tornar extremamente acessível para clubes do exterior. E as propostas não demoraram a chegar. O volante recebeu sondagens concretas do Neom, da Arábia Saudita, e do Monaco, da França. Apesar do assédio, o jogador já deixou claro nos bastidores que sua prioridade é permanecer no Rio de Janeiro, onde se sente totalmente adaptado e vive um dos melhores momentos da sua passagem pelo clube.
O que trava a negociação, no entanto, é o desencontro de valores. No fim de julho, o Flamengo apresentou uma proposta de renovação por mais uma temporada, com a intenção clara de elevar a multa rescisória e blindar o atleta de possíveis investidas. Mas a oferta não agradou ao jogador, que prontamente apresentou uma contraproposta e agora aguarda o retorno da diretoria. O ponto sensível é a questão salarial: mesmo após o aumento recebido na última renovação, em março de 2025, Pulgar ainda ganha menos do que outros companheiros de meio-campo, e isso pesa na balança.
A diretoria rubro-negra, por sua vez, não pretende tomar decisões precipitadas. Segundo informações do Ge.globo, as conversas devem ganhar força e intensidade somente após os dois confrontos decisivos contra o Cruzeiro, que acontecem nas próximas semanas. O clube entende que a prioridade no momento é o calendário, mas sabe que precisa agir rápido para não perder um titular absoluto por um valor considerado baixo para o futebol atual.
A história de Pulgar no Flamengo é de conquistas e identificação. Desde que chegou em 2022, o chileno acumula números expressivos: 168 partidas, seis gols, nove assistências e, mais importante, nove títulos. São quatro anos de casa, com uma relação construída com a torcida e com o vestiário. Agora, o futuro do volante está nas mãos do clube, que precisa decidir se quer manter seu camisa 8 ou se aceita negociar um dos seus principais ativos.
Fonte: br.bolavip.com



