Presidente do Cuiabá detona Santos: ‘Clube caloteiro e sem vergonha’

Presidente do Cuiabá detona Santos: ‘Clube caloteiro e sem vergonha’

A tensão entre Cuiabá e Santos ganhou mais um capítulo quente nesta semana. Em contato com o Bolavip Brasil, o presidente do Dourado, Cristiano Dresch, não poupou críticas à postura do Alvinegro Praiano e revelou um dado que incomoda: até hoje, o Peixe nunca procurou o time mato-grossense para negociar a dívida de R$ 18,6 milhões. Imagine você dever uma grana alta e simplesmente fingir que o credor não existe — pois é exatamente isso que o dirigente cuiabano aponta.

Tudo começou quando Marcelo Teixeira, presidente do Santos, concedeu entrevista ao canal De Olho no Peixe e atacou Dresch diretamente. Nas palavras dele, o dirigente do Cuiabá seria um ‘desqualificado’ e um ‘presidente irresponsável’, além de sugerir que a situação do clube mato-grossense explica o lugar onde está. Dresch, porém, não engoliu e devolveu à altura: em setembro, já havia declarado à Gazeta Esportiva que o Santos é um ‘clube caloteiro, sem vergonha’, e que se manter na Série A sem pagar salários e dívidas configura um verdadeiro ‘golpe’ ao sistema esportivo.

Agora, o Dourado foi além e soltou uma nota oficial cirúrgica. O clube classifica como ‘inversão de valores’ a postura de quem deve dinheiro adjetivar quem cobra. E faz questão de frisar: cobrar publicamente um crédito já reconhecido pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF não é desrespeito entre clubes co-irmãos. Pelo contrário — a primeira forma de respeito é pagar o que se deve. Uma lógica simples, mas que parece ter sido esquecida do outro lado da negociação.

Para entender o imbróglio: em 2023, sob a gestão de Andrés Rueda, o Santos contratou o zagueiro Joaquim por 3 milhões de euros (cerca de R$ 16 milhões na cotação da época). Uma parcela ficou em aberto, mas o Cuiabá renegociou o débito em 2024 para viabilizar a venda do jogador ao Tigres, do México — afinal, o Dourado tinha direito a 30% de uma futura transferência. O novo acordo, porém, não foi cumprido pelo Peixe, e o Cuiabá levou o caso à CNRD em 2025. Resultado: condenação imposta, mas até agora o Alvinegro Praiano não se movimentou para quitar o valor de R$ 18.616.377,46.

E não para por aí. O Santos já acumula quatro transfer bans na FIFA por dívidas com o ex-técnico Pedro Caixinha e seus auxiliares — o que, na prática, impede o clube de registrar novos jogadores. Mesmo assim, a diretoria segue contratando: Arthur Melo, Rodinei, Lima, Cebolinha e Coutinho chegaram na última janela. Enquanto isso, o clube convive com atrasos salariais e uma dívida total que beira R$ 1,2 bilhão. Segundo relatório do Conselho Fiscal do primeiro semestre, a folha salarial do elenco em maio estava em R$ 29 milhões; hoje, o Globo Esporte estima algo em torno de R$ 25 milhões. Ou seja: dinheiro alto investido no futebol, mas compromissos financeiros básicos deixados de lado.

Na nota, o Cuiabá ainda rebateu a provocação sobre a Série B. O clube lembrou que a divisão em que se joga não mede a honra de quem dirige — e ironizou: o próprio Santos disputou a Série B em 2024, justamente o primeiro ano da atual gestão. Fundado em 2001, o Dourado chegou à elite em 2021, emplacou quatro edições seguidas na Série A e construiu, com recursos próprios, uma das estruturas de treinamento mais modernas do país. A promessa é voltar pelo caminho do campo, honrando compromissos — mesmo quando isso custa caro. Uma alfinetada e tanto para quem, do outro lado, ainda não deu sinal de pagamento.

Fonte: https://br.bolavip.com/santos/cuiaba-marcelo-teixeira-critica-santos

Fonte: br.bolavip.com

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