O mercado de ações brasileiro viveu mais um dia de pressão para as petroleiras nesta quarta-feira (6), com os papéis do setor registrando quedas expressivas. O motivo? O petróleo Brent, referência global, caiu abaixo da barreira psicológica dos US$ 100 por barril. Por volta das 11h15 (horário de Brasília), as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) recuavam entre 3,93% e 4%, enquanto PRIO (PRIO3) caía 2,66%, Brava (BRAV3) perdia 2,37% e PetroRecôncavo (RECV3) desvalorizava 2,13%. Os contratos futuros do Brent despencaram US$ 2,50 (2,5%), sendo negociados a US$ 98,77 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu US$ 2,47 (2,6%), para US$ 92,61. O gatilho para esse movimento veio de notícias que reacenderam as esperanças de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A expectativa é que as negociações possam levar à reabertura gradual do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo. Vale lembrar que, na quarta-feira, ambos os índices já haviam despencado mais de 7%, atingindo mínimas de duas semanas, impulsionados pelo otimismo em relação ao fim do conflito no Oriente Médio. Analistas destacaram duas reportagens que alimentaram esse cenário: uma do canal saudita Al Arabiya, que afirmava terem sido alcançados entendimentos para aliviar o bloqueio dos EUA em troca da reabertura do estreito; e outra do Canal 12 de Israel, indicando que o Irã concordou em transferir seu estoque de urânio enriquecido a 60% para um terceiro país. A Reuters não conseguiu verificar essas informações de forma independente. Para quem acompanha o mercado de perto, essa queda é um lembrete de como eventos geopolíticos podem mexer com os preços das commodities e, consequentemente, com as ações do setor. Fique de olho, pois a volatilidade deve continuar.
Fonte: www.infomoney.com.br


