Pedro Lima chegou ao São Paulo com status de reforço importante, mas ainda não consegue render os 90 minutos com a intensidade que Dorival Júnior exige. O lateral-direito desembarcou no clube no último dia da janela de transferências e, logo na semana seguinte, já estava em campo como titular contra o Internacional — isso depois de começar a treinar apenas alguns dias antes da eliminação para o Boca Juniors.
Contra o Santos, Pedro Lima também iniciou entre os titulares, mas precisou ser substituído após sentir cãibras e desgaste físico. Apesar do susto, ninguém no São Paulo trata o episódio como um problema médico ou algo que acenda um sinal vermelho. O que acontece é um processo natural de recondicionamento: o jogador vinha de férias depois da passagem pelo Wolverhampton, na Inglaterra, e ainda está readquirindo o ritmo de competição.
Para a comissão técnica, o cenário é completamente compreensível. Estamos falando de um atleta que disputou apenas o segundo jogo pelo Tricolor. Mesmo durante a Data Fifa, Pedro Lima aproveitou para intensificar os trabalhos físicos, mas a carga do sistema de Dorival é pesada. A tendência é que a minutagem cresça de forma gradual, conforme ele acumula partidas e se adapta ao ritmo do futebol brasileiro.
A função de ala é um dos fatores que mais pesam nesse desgaste. No esquema de Dorival, Pedro Lima ocupa a ala direita e praticamente assume toda a profundidade ofensiva do setor. Ele é acionado o tempo inteiro para receber, acelerar, atacar o espaço e chegar ao último terço. Depois, precisa voltar para recompor a linha defensiva. É um vai e vem que exige muito fisicamente, ainda mais para quem está recuperando o condicionamento.
Contra o Santos, essa característica ficou escancarada. O São Paulo insistiu pelo lado direito e Pedro Lima participou de uma enormidade de ações ofensivas. A cada ataque, percorria uma distância considerável para dar amplitude e, na sequência, retornava para fechar o setor. Internamente, a avaliação é de que o modelo de jogo potencializa o desgaste, mas também pode acelerar a evolução física do jogador. Se a função não dependesse tanto de profundidade e deslocamentos constantes, ele já conseguiria suportar mais minutos.
Apesar das substituições, Pedro Lima não esconde a insatisfação em deixar o campo antes do apito final. Pessoas que trabalham com o jogador garantem: ele quer jogar o máximo possível, tem uma vontade enorme de conquistar espaço e detesta ser sacado. A prioridade agora é justamente aumentar a minutagem e se firmar de vez na equipe.
Fisicamente, quem acompanha a carreira do lateral faz uma avaliação positiva. Pedro Lima sempre mostrou boa capacidade para aguentar cargas elevadas de treino e jogos. Por isso, o desgaste diante do Santos é visto como consequência do período de adaptação, não como uma preocupação com sua condição física.
A expectativa no São Paulo é que esse processo ocorra de maneira gradual. Pedro Lima terá novas oportunidades já na sequência do Brasileirão, começando contra o Cruzeiro e depois diante do Vitória. Com mais minutos e rodagem, a tendência é que ele consiga suportar a intensidade por períodos cada vez maiores.
A comissão técnica trabalha para que o camisa 32 esteja perto dos 90 minutos em breve, sem pular etapas que poderiam aumentar o risco de desgaste excessivo. Pedro Lima chegou há pouco tempo, já ganhou a condição de titular e mostrou que pode ser peça importante no sistema de Dorival. Agora, o objetivo é completar o processo de adaptação física para que ele renda tudo o que pode.
Fonte: br.bolavip.com



