O clima entre Vasco e o Consórcio Fla-Flu esquentou de vez. O presidente cruzmaltino, Pedrinho, não poupou críticas após o consórcio que administra o Maracanã se manifestar publicamente sobre a possibilidade de o clube usar o estádio na semifinal da Copa do Brasil. Em entrevista, o dirigente foi taxativo: não pediu o Maracanã e recebeu o comunicado com surpresa.
A reação veio com farpas afiadas. “Quero ver se, numa necessidade, a gente vai ter essa reciprocidade. Para jogar no Maracanã, eu não vi posicionamento favorável do consórcio, pelo contrário… fez de tudo para que o Vasco não jogasse”, disparou Pedrinho. A frase carrega um histórico de atritos que o torcedor vascaíno conhece bem.
Mais do que questionar a oferta, o presidente colocou em xeque a intenção por trás do gesto. “As pessoas se acham espertas, mas não espertas, ainda mais nessa situação. Sei muito bem qual foi a intenção”, completou, deixando claro que não compra a narrativa de boa vontade do consórcio.
E tem base para isso. Pedrinho fez questão de resgatar o episódio da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, quando o Vasco precisou bater na porta da Justiça para mandar o jogo no Maracanã depois de uma sequência de negativas. Ou seja, a desconfiança não é gratuita — é construída com fatos.
O dirigente também esclareceu que o clube já tinha autorização para atuar em São Januário e que não fez nenhum pedido público ao consórcio. Segundo ele, as tratativas sobre estádios aconteceram diretamente com os envolvidos, incluindo conversas com o presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães, sobre o Nilton Santos.
Enquanto o imbróglio nos bastidores segue, o Vasco mantém o plano original: a volta da semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras está marcada para 8 de novembro, às 17h, em São Januário. A diretoria trabalha para ampliar a capacidade do estádio para cerca de 25 mil pessoas e aguarda as liberações da Polícia Militar e do Ministério Público.
Antes disso, o primeiro duelo contra o Palmeiras acontece neste domingo, às 16h, em São Paulo. E a diretoria cruzmaltina não abre mão de decidir em casa — mesmo com a oferta do Consórcio Fla-Flu pairando no ar. Se depender de Pedrinho, o Vasco joga onde sempre foi sua fortaleza.
Fonte: br.bolavip.com



