O mercado acionário de Nova York encerrou o pregão desta sexta-feira, 2, em território positivo. O gatilho? O relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, referente a setembro, que veio bem abaixo do que os analistas projetavam. Esse resultado acabou por reforçar a aposta de que o Federal Reserve (Fed) vai manter a taxa de juros inalterada neste mês.
Os números falam por si: o Dow Jones avançou 0,49%, alcançando 51.177,44 pontos. O S&P 500 subiu 0,74%, fechando nos 7.722,93 pontos. Já o Nasdaq teve um desempenho ainda mais robusto, com alta de 1,19%, terminando o dia em 27.190,86 pontos. No acumulado da semana, porém, o Dow Jones e o S&P 500 recuaram 1,25% e 0,26%, respectivamente, enquanto o Nasdaq conseguiu garantir um ganho de 0,45%.
Durante todo o dia, os índices mostraram disposição para subir, refletindo diretamente o payroll mais fraco na criação de vagas e o leve aumento na taxa de desemprego. Além disso, os dados dos dois meses anteriores foram revisados para baixo, incluindo um corte significativo em julho. Esse conjunto de informações solidificou a percepção de que o Fed não vai mexer nos juros em outubro. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção das taxas está em torno de 80%.
No campo da política monetária, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, comentou que os dados indicam um mercado de trabalho estável, mas deixou claro que a inflação ainda elevada continua sendo a prioridade número um do banco central.
Entre os destaques individuais, a ON Semiconductor disparou 6% após concluir a compra da Synaptics por um valor inferior ao inicialmente anunciado. A Nvidia subiu 1,34%, e a Teradyne, do setor de equipamentos para chips, avançou 8%.
Na contramão, a Seagate Technology (-10,21%) e a Western Digital (-10,22%) sofreram fortes quedas depois que surgiram notícias de que a rival Toshiba planeja uma grande expansão na produção de discos rígidos. A Nike também recuou mais de 3% após prever que a fraqueza nas vendas deve continuar em seu balanço trimestral, principalmente por causa das dificuldades na China.
Fonte: www.infomoney.com.br



