O São Paulo tem uma decisão delicada pela frente no que diz respeito a Patryck Lanza. Emprestado ao Juventude, o lateral-esquerdo iniciou a temporada com moral entre os titulares, mas foi perdendo terreno ao longo da Série B e hoje amarga a reserva de Diogo Barbosa, um nome rodado que já vestiu camisas de Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio, Botafogo e Fluminense. Esse cenário acende um alerta: afinal, o jovem ainda tem futuro no Tricolor para 2027?
Os números de Patryck pelo Juventude não são ruins: 18 partidas e três gols na temporada. O problema é a perda de espaço, que pesa na avaliação sobre a continuidade da carreira. O empréstimo se encerra ao fim do período previsto, e o retorno ao São Paulo está previsto para o próximo ano. Só que aí mora um detalhe crucial: seu vínculo com o clube paulista vai apenas até abril de 2027. Ou seja, ele voltará com cerca de quatro meses de contrato restantes — tempo suficiente para assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe dentro do período legal.
Quem convive com o atleta não demonstra lá muito otimismo quanto a um reaproveitamento no elenco profissional, pelo menos num primeiro momento. E não há, segundo relatos de pessoas que trabalham com o jogador, expectativa concreta de renovação. Antes mesmo do empréstimo ao Juventude, os representantes de Patryck procuraram o São Paulo para tratar de uma extensão do vínculo, mas o clube não avançou com a proposta. Agora, com o retorno se aproximando, a situação será reavaliada.
A rescisão antecipada, inclusive, não está descartada pelos representantes. Diante do fim do contrato se aproximando e da falta de perspectiva clara de aproveitamento, um acordo para encerrar o vínculo antes de abril de 2027 aparece como possibilidade real. Duas alternativas se desenham: Patryck abrir mão dos meses restantes para ficar livre no mercado, ou o São Paulo negociar um acerto financeiro referente ao período e antecipar o encerramento do compromisso. O fato de o lateral não estar entre os salários mais altos do elenco pode facilitar uma eventual negociação, embora não haja definição sobre esse caminho neste momento. A decisão dependerá da avaliação do clube e do próprio jogador após o fim do empréstimo. O ponto central é que, com poucos meses de contrato pela frente, manter a situação indefinida pode não interessar a ninguém — especialmente se o São Paulo não enxergar espaço para ele no planejamento esportivo.
O pessimismo entre pessoas próximas ao atleta sinaliza que a continuidade no Morumbis não é o cenário mais provável hoje. Isso não quer dizer que o São Paulo já tenha batido o martelo. Como Patryck ainda tem contrato, seu nome precisa constar na avaliação inicial do elenco para 2027. A definição levará em conta tanto a necessidade de reforçar a posição quanto as alternativas já disponíveis e os planos para os jovens formados em Cotia.
E opções para a lateral esquerda não faltam. Além de Patryck, o São Paulo precisará avaliar a situação de Enzo Díaz, que deseja retornar ao clube, e de Wendel, com contrato até 2027. Nicolas, uma das grandes apostas da posição, também está no radar, embora esteja em recuperação de lesão. Com tantos nomes na mesa, comissão técnica e futura direção terão trabalho para definir quem realmente terá espaço no elenco profissional. E as alternativas não se limitam a quem já passou pelo time principal — Luiz Fernando, que começou a ganhar destaque, também entra nessa equação.
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