O confronto entre Paraguai e França pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 chamou a atenção não só pelo placar, mas pelo ritmo travado da partida. O jogo registrou um dos menores tempos de bola rolando do torneio, com apenas 51 minutos e 27 segundos em campo, de um total de 103 minutos disputados. Esse número acendeu um alerta e reacendeu o debate sobre as famosas ‘ceras’ – aquelas paradas estratégicas para quebrar o ritmo do adversário.
A postura da equipe sul-americana foi o centro das discussões. O Paraguai adotou um estilo físico, com muitas faltas e interrupções, que lembrou os duelos mais truncados da Libertadores. Mas não foi só a seleção paraguaia que contribuiu para o jogo lento. A França, após abrir o placar com gol de Kylian Mbappé, também diminuiu o ritmo no segundo tempo, passando a administrar o resultado. Ou seja, os dois times entraram na onda das paralisações.
Curiosamente, os números mostram que a diferença para outras partidas não é tão grande quanto a sensação de jogo travado. No mesmo dia, Canadá x Marrocos teve 51 minutos e 49 segundos de bola rolando – apenas 22 segundos a mais. Ainda assim, ambos estão bem abaixo da média da Copa, que é de aproximadamente 59 minutos. A FIFA até tentou coibir a cera com novas regras, como limites de tempo para reposições e punições por demora, mas o duelo mostrou que a prática persiste.
No fim, a França confirmou o favoritismo e avançou para enfrentar Marrocos nas quartas de final. Mas o jogo deixou um gosto amargo para quem esperava um espetáculo mais fluido. Fica a pergunta: será que as regras atuais são suficientes para garantir um futebol mais rápido? O debate está aberto.
Fonte: br.bolavip.com



