O Palmeiras continua adotando uma postura extremamente cautelosa com Vitor Roque, mesmo após o atacante ter voltado a atuar. A ausência recente do jogador, que levantou dúvidas na torcida, sempre foi encarada internamente como parte de um planejamento físico rigoroso, e não como um problema de maior gravidade. A informação, primeiro divulgada pelo jornalista André Hernan, se materializou com o retorno gradual do atleta.
Durante o período fora dos jogos, Vitor Roque já participava normalmente dos treinos com o grupo, o que aumentou a curiosidade sobre sua não utilização. No entanto, tanto o departamento médico quanto a comissão técnica deixaram claro que a liberação não seria apenas clínica, mas também física e competitiva. Ou seja, não bastava estar sem dor — era preciso estar totalmente seguro para atuar em alto nível.
A decisão final passou pelo técnico Abel Ferreira, que optou por não acelerar o processo. O treinador, conhecido por priorizar o controle físico dos atletas, entendeu que antecipar o retorno poderia colocar em risco a sequência da temporada. Internamente, o discurso sempre foi de proteção ao jogador, independentemente de pressão externa ou de necessidade imediata do time.
O contexto da lesão ajuda a entender tanta cautela. Vitor Roque já lidava com dores no tornozelo desde as fases decisivas do Campeonato Paulista e, mesmo assim, atuou sob sacrifício em jogos importantes, incluindo a final. Essa decisão, embora crucial no aspecto esportivo, acabou atrasando sua recuperação total e exigiu um período mais longo de recondicionamento.
O retorno aconteceu de forma controlada na vitória sobre o Athletico Paranaense, quando o atacante entrou no segundo tempo e atuou por poucos minutos. A participação foi discreta, com poucas ações com a bola, mas suficiente para iniciar a retomada do ritmo de jogo. O momento também foi simbólico, encerrando um período de quase um mês longe das partidas.
Mesmo com esse retorno, o Palmeiras ainda não considera Vitor Roque em sua condição ideal. Internamente, ele é tratado como um atleta em evolução física, que precisa recuperar intensidade, confiança e sequência de jogos. Por isso, a tendência é que sua minutagem continue sendo controlada nas próximas rodadas, evitando qualquer tipo de sobrecarga.
A comissão técnica mantém um acompanhamento constante, com avaliações diárias e ajustes na carga de treino. Esse modelo, já padrão no clube, visa garantir que o atleta não apenas retorne, mas consiga sustentar o desempenho ao longo da temporada. A filosofia é clara: mais importante do que voltar rápido é voltar bem e permanecer disponível.
Dessa forma, o Palmeiras projeta que Vitor Roque ganhe espaço gradualmente nas próximas partidas, podendo assumir um papel mais relevante conforme evolui fisicamente. O clube entende que o atacante será uma peça importante ao longo do ano, mas reforça que o processo exige paciência. O retorno já aconteceu, mas a construção do melhor nível ainda está em andamento.
Fonte: br.bolavip.com



