Palmeiras: Abel monta quebra-cabeça na zaga para a reta final

Palmeiras: Abel monta quebra-cabeça na zaga para a reta final

A reta final da temporada chegou e o Palmeiras tem um trunfo nada óbvio: a variedade de opções na zaga. Abel Ferreira não se limita mais a uma dupla fixa. Ele trabalha com diferentes arranjos dentro da linha de três, e cada escolha muda o comportamento do time. Gustavo Gómez, Murilo, Bruno Fuchs e Alexander Barboza já atuaram em combinações distintas, e a sequência recente escancarou que não existe uma formação única — existe a formação certa para cada desafio.

Gómez segue como o pilar dessa defesa. O paraguaio passou dos 400 jogos pelo Palestra e, em 2026, continua sendo o capitão principal: são 44 partidas com a braçadeira na temporada. Experiência, liderança e a capacidade de organizar a linha são suas marcas. Além disso, a sintonia com Murilo é algo que salta aos olhos.

Murilo, por sua vez, adiciona uma camada diferente a essa equação. No Brasileirão, ele registra média de 44,2 passes certos por jogo, com 87% de acerto — números que mostram participação ativa na construção. Some a isso a força nos duelos e a proteção de espaços, e a parceria com Gómez ganha uma lógica própria: um zagueiro experiente na organização ao lado de outro que impõe físico e cobertura. Não à toa, Gómez e Murilo formam a dupla mais testada entre as opções atuais do elenco.

Bruno Fuchs também tem seu valor. Ele não acumula tantos minutos quanto os dois companheiros, mas oferece algo que pode ser decisivo no sistema de três: qualidade para iniciar a construção. Sua visão de jogo e o passe longo são virtudes — herança de sua experiência como meio-campista nas categorias de base. Em setembro, contra o São Paulo, essa característica ganhou utilidade prática: Fuchs voltou a ser titular depois de mais de três meses e atuou ao lado de Gómez e Murilo para manter a estrutura com três defensores.

Quem é quem na zaga palestrina

Os números de circulação ajudam a entender o cenário, mas não servem para criar um ranking. No Brasileirão, Murilo aparece com 44,2 passes certos por partida, Barboza com 43,9, enquanto Gómez, Fuchs e outros jogadores também figuram entre os principais passadores do Palmeiras. Isso mostra que a saída não depende exclusivamente de um único zagueiro construtor: a equipe tem diferentes caminhos para iniciar a jogada.

Barboza acrescenta outra camada. Contratado após uma temporada de destaque no Botafogo, o argentino traz imposição física, jogo aéreo e agressividade nos duelos. Sua amostra no Brasileirão é menor que a de Gómez e Murilo, então os números pedem cautela, mas a utilização por Abel já revela confiança no perfil. Contra a LDU, Barboza formou a linha com Murilo e Fuchs em Quito, enquanto Gómez cumpria suspensão.

A formação não foi improviso de emergência, pois o sistema de três foi mantido mesmo sem o principal líder defensivo. O interessante está nas combinações. Gómez e Murilo representam uma parceria amplamente conhecida, com 146 jogos e 67 partidas sem sofrer gols. Gómez e Fuchs já somavam 19 partidas juntos, com 14 vitórias, dois empates e três derrotas, enquanto Murilo e Fuchs tinham cinco jogos e cinco vitórias no levantamento oficial do Palmeiras antes do duelo com o São Paulo. Já Gómez, Barboza e Murilo acumulavam quatro jogos e quatro vitórias.

Os números não dizem que uma formação é superior à outra, mas mostram que Abel já construiu diferentes graus de familiaridade entre as peças. Fuchs, Gómez e Murilo formam uma

Fonte: br.bolavip.com

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