Uma coalizão de mais de 40 países se reunirá na próxima segunda-feira (11) para definir contribuições militares a uma missão de escolta de navios pelo Estreito de Ormuz, liderada por europeus, assim que um cessar-fogo estável for estabelecido. O encontro será co-presidido pelo secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, e pela ministra francesa Catherine Vautrin. De acordo com Healey, o plano é transformar o acordo diplomático em ações militares concretas, restaurando a confiança na navegação pela região.
As nações participantes devem oferecer capacidades como varredura de minas, escolta e policiamento aéreo para compor uma força naval defensiva. O objetivo é garantir a segurança de embarcações comerciais que tentem atravessar o estreito, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. O Irã fechou praticamente a passagem após ataques de EUA e Israel em 28 de fevereiro, o que desencadeou um bloqueio naval americano e turbulência nos mercados de petróleo e gás, elevando os preços dos combustíveis globalmente.
O Reino Unido já confirmou o envio do HMS Dragon, um navio de guerra capaz de destruir mísseis guiados, como parte da missão. No entanto, as operações só começarão após um cessar-fogo duradouro ou um acordo de paz. O Irã avalia uma nova proposta dos EUA para encerrar o conflito. Enquanto isso, o presidente Donald Trump criticou o Reino Unido e outros aliados da Otan por hesitarem em comprometer navios de guerra, chamando os britânicos de “brinquedos” ao oferecerem porta-aviões tardiamente. A reunião de segunda-feira busca superar essas tensões e garantir a segurança do comércio global.
Fonte: www.infomoney.com.br



