Você já parou para pensar como uma única cláusula contratual pode mudar completamente o rumo de uma negociação no futebol? Pois foi exatamente isso que aconteceu entre Palmeiras e Nino. O zagueiro, que hoje defende o Zenit, da Rússia, abriu o jogo sobre o motivo que impediu sua chegada ao Verdão no início da temporada. Em entrevista ao canal do ex-jogador Felipe Melo, ele confirmou que tanto o Palmeiras quanto o Fluminense procuraram o clube russo em dezembro, mas esbarraram em uma condição imposta pelos russos.
Segundo Nino, o Zenit deixou claro aos brasileiros que só liberaria o defensor caso conquistasse o Campeonato Russo. O problema? A definição do título só aconteceu em junho. Ou seja, o Palmeiras teria que esperar até o meio do ano para saber se poderia contar com o jogador — algo inviável para quem precisava reforçar a defesa imediatamente.
“Em dezembro do ano passado, realmente houve um interesse do Fluminense e do Palmeiras. Os dois clubes quiseram a minha contratação”, revelou Nino.
O Palmeiras não ficou apenas na conversa: formalizou uma proposta na casa dos R$ 40 milhões e avançou nas tratativas com o jogador de 29 anos. Salários, bonificações por metas e tempo de contrato chegaram a ser alinhados. Contudo, a postura do Zenit foi o balde de água fria. “O Palmeiras e o Fluminense surgiram. A questão foi que, em dezembro do ano passado, quando os dois clubes chegaram, o Zenit falou: ‘Nós só vamos vender o Nino se nós formos campeões’. O título só se resolveu em junho”, explicou o zagueiro.
Diante da indefinição, o Verdão optou por não esperar. O clube buscava reforços rápidos para o sistema defensivo e encontrou no mercado brasileiro uma alternativa mais ágil: Alexander Barboza, que não renovaria com o Botafogo. O Palmeiras aproveitou a oportunidade e fechou a contratação por aproximadamente R$ 20 milhões — metade do valor que havia sido colocado na negociação por Nino.
A escolha encerrou de vez a possibilidade de o defensor do Zenit vestir a camisa alviverde sob o comando de Abel Ferreira. Mas Nino fez questão de esclarecer: nunca houve uma disputa pessoal entre Palmeiras e Fluminense pela sua preferência. “As negociações não chegaram ao ponto de eu falar: ‘Olha, eu quero ir para esse ou para aquele’. Foram negociações entre clubes, por motivos diferentes, mas pelo Zenit não avançaram”, contou.
Além do aspecto esportivo, o retorno ao Brasil também envolvia questões familiares. Nino revelou que ele e a esposa nunca fecharam as portas para uma volta ao país, principalmente pensando no desenvolvimento do filho, Antônio, que tem síndrome de Down.
Apesar do assédio de Palmeiras e Fluminense, Nino permaneceu no futebol russo. Ele tem contrato com o Zenit até junho de 2028. O Fluminense ainda tentou viabilizar seu retorno, mas os russos pediram alto demais na última janela. Fica a lição: no futebol, às vezes o detalhe que parece pequeno é justamente o que define todo o jogo.
Fonte: br.bolavip.com



