No último sábado (24), a Vila Belmiro foi palco de um empate amargo: Santos e Bahia ficaram no 1 a 1 pela 32ª rodada do Brasileirão Série A. O Peixe chegou aos 46 pontos, na oitava posição, e viu o Tricolor Baiano, sétimo colocado, escapar na tabela. Mas o resultado poderia ter sido bem melhor não fosse a atitude infantil do capitão e ídolo alvinegro, Neymar.
Em 27 partidas com a camisa do Santos, Ney Jr. já acumula 13 cartões amarelos e, contra o Bahia, foi expulso pela primeira vez em 2026. Esse descontrole emocional tem sido uma constante desde o retorno do camisa 10 ao clube paulista, e neste sábado (24) o jogador de 34 anos prejudicou diretamente o time.
O Peixe até começou bem, escalado com o ‘quadrado mágico’ formado por Neymar, Coutinho, Cebolinha e Gabigol. Com menos de um minuto, o Alvinegro Praiano quase abriu o placar com uma finalização de Coutinho dentro da área. No primeiro tempo, foram oito finalizações e duas grandes chances criadas, segundo o Sofascore. Só que o capitão santista já demonstrava irritação e um comportamento imaturo: discutiu com Rodrigo Nestor após uma falta na linha de fundo e levou amarelo.
Aquele cartão já o deixaria de fora do duelo contra o Palmeiras, na quarta-feira (28), pela 33ª rodada. Mesmo assim, o ídolo alvinegro continuou reclamando da arbitragem e discutindo com Nestor. O descontrole emocional acabou culminando na expulsão.
Na volta do intervalo, Neymar foi novamente provocar Rodrigo Nestor e tapou a boca com a mão — gesto proibido. Com base na lei Vini Jr., o VAR recomendou a expulsão, e o árbitro Sávio Pereira Sampaio mostrou o vermelho ao jogador do Santos.
A lei Vini Jr. foi criada em abril de 2026 para combater ofensas verbais e discriminatórias. Todos os jogadores sabem que esse tipo de gesto resulta em expulsão. No quadro Direto da Redação, do Bolavip Brasil, dou nota 0 para o camisa 10 santista pelo que fez em campo.
Na saída do gramado, Ney Jr. tentou se justificar: ‘Fui falar com Nestor. Errei mesmo de ter colocado a mão na boca. Mas eu nem tinha falado nada e ele já levantou a mão. Foi a maior safadeza no futebol’, declarou o atacante ao influenciador Pedro Lopes.
O jogador do Peixe errou feio com esse comportamento contra o Tricolor Baiano. Em vez de criticar o adversário, deveria pedir desculpas à torcida do Peixe, que sempre o idolatrou e apoiou, mesmo diante de críticas de jornalistas e torcidas rivais.
O camisa 10 santista colocou tudo a perder no jogo de hoje, que era uma verdadeira ‘final’ na busca por uma vaga na Copa Libertadores. Ney Jr. deveria dar o exemplo aos mais jovens. Não dá para tolerar esse tipo de atitude.
Mesmo sem seu craque e perdendo por 1 a 0, o time de Cuca foi valente no segundo tempo. Choveu forte em Santos, e o gramado da Vila estava encharcado, com poças d’água. Diante desse cenário, o treinador abriu mão de jogadores mais técnicos na etapa final.
Rony e João Schmidt entraram no intervalo nos lugares de Coutinho e Bontempo. O Peixe criou algumas situações de gol e fez o goleiro Ronaldo trabalhar — foram 15 finalizações no segundo tempo. Até que, nos acréscimos, Rollheiser cobrou escanteio e Luan Peres de cabeça empatou.
O Alvinegro Praiano jogou para vencer, mas o comportamento de Ney Jr. jogou contra. O clube paulista segue com chances de classificação à Copa Libertadores, e o camisa 10 precisa aprender a lição. O astro será desfalque diante do Palmeiras e do Bragantino, e retorna na 35ª rodada do Brasileirão contra o Coritiba, no Couto Pereira. A ver se ele aprendeu com os erros de hoje.
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