A menos de dois meses da eleição presidencial no Santos, os bastidores do clube pegaram fogo. Com Maurício Maruca, Ivan Luduvice, Wladimir Mattos e José Renato Quaresma já confirmados como candidatos, Marcelo Teixeira ainda não oficializou sua candidatura à reeleição — mas uma declaração de um dirigente da atual gestão foi o suficiente para acender o debate e dividir opiniões.
O estopim veio de Junior Bozella, assessor especial da presidência. Em participação no programa Esporte por Esporte, ele levantou uma questão que mexeu com o imaginário da torcida: afinal, Neymar Jr. continuaria no Peixe caso outra pessoa assuma o comando do clube? Para Bozella, a resposta é praticamente óbvia — e ele não economizou nas perguntas retóricas para deixar isso claro.
Segundo o assessor, o retorno do camisa 10 em 2025 teve muito a ver com a relação pessoal entre o jogador e Marcelo Teixeira. “Você acha que o Neymar viria para o Santos pós Série-B se não fosse a relação pessoal com Marcelo Teixeira?”, questionou. E foi além: “Qual a chance? Qual a segurança? Qual a certeza? A gente sabe que é difícil e não podemos mentir para o associado e nem criar falsa ilusão”. Bozella ainda citou que outros nomes, como Cebolinha e Arthur Melo, também dificilmente estariam no clube sob outra gestão.
A fala caiu como uma bomba no cenário eleitoral. Ivan Luduvice, um dos candidatos, rebateu afirmando que Neymar Jr. e seu pai não ‘suportam’ Marcelo Teixeira e outros dirigentes da gestão atual. Já José Renato Quaresma usou as redes sociais para defender que o atacante “merece mais respeito com quem usa o nome dele para se autopromover” — e garantiu que tem planos para manter o ídolo no clube. Em entrevista recente ao Bolavip Brasil, Quaresma já havia destacado a importância de preservar a parceria com Neymar e seu pai.
É inegável que a atual gestão construiu uma relação próxima com o camisa 10, que vai muito além das quatro linhas. Neymar ajudou o Santos a reforçar o elenco ao pagar o transfer ban referente à dívida com o Monaco, da França, além de contribuir com melhorias no CT Rei Pelé e na Vila Belmiro. Em contrapartida, o Alvinegro tem uma dívida com a NR Sport, empresa da família do jogador, e firmou um acordo para quitar R$ 80 milhões em parcelas que se estendem até 2033.
Mas aqui vale um ponto importante: Neymar não é jogador de Marcelo Teixeira — é do Santos. Atrelar a permanência do camisa 10 à reeleição do atual presidente soa como uma jogada eleitoreira, não como uma análise realista. Até porque todos os candidatos já demonstraram publicamente o desejo de manter o craque no clube.
E é exatamente aí que Bozella tenta emplacar seu trunfo: usar Neymar como argumento para a situação vencer em dezembro. Afinal, Marcelo Teixeira não goza de grande prestígio entre os torcedores nas redes sociais, onde a rejeição é evidente. Por outro lado, qualquer candidato que conquiste o apoio do astro ganha força no pleito. O ideal, porém, seria que Neymar ficasse à margem desse processo — ele está no Peixe por ser craque e ídolo, não por amizade ou troca de favores.
O peso do camisa 10 na eleição é inegável, e a relação próxima dele e de seu pai com Marcelo Teixeira certamente será explorada pela situação. Resta saber se isso será suficiente para convencer os associados. O Bolavip Brasil já entrevistou Maurício Maruca, José Renato Quaresma e Wladimir Mattos, e segue aberto para que os demais candidatos apresentem suas propostas. Com a eleição se aproximando, os bastidores do Santos prometem mais capítulos de tensão.
Fonte: br.bolavip.com



