Tem coisa que o torcedor sente antes de qualquer estatística: aquele jogador que some do mapa. No Santos, dois nomes vivem exatamente esse drama na reta final da temporada. Moisés e Miguelito, atacante e meia-atacante respectivamente, viraram figurantes no elenco comandado por Cuca. Não é exagero: o último jogo de Moisés foi em setembro, e Miguelito não entra em campo desde o dia 12 do mesmo mês. Enquanto isso, o Peixe segue sua caminhada no Brasileirão sem contar com essa dupla, que deve encerrar 2025 (ou o ano corrente) em baixa total.
Entenda o caso de Moisés: chegou em fevereiro, alternava entre time titular e banco até a pausa para a Copa do Mundo. Foram 27 partidas e três gols. Só que em julho ele torceu o tornozelo esquerdo, e quando voltou, simplesmente não encontrou mais espaço. No segundo semestre, atuou em apenas dois jogos. Um deles contra a Universidad Central, da Venezuela, pelo playoff da Sul-Americana — e foi justamente aí que a paciência de Cuca estourou. Moisés foi desarmado no campo de defesa, o lance virou gol dos venezuelanos, e o técnico ficou irritado. O outro jogo foi contra o Palmeiras, em 2 de setembro, pela volta da Copa do Brasil. Atuou todo o segundo tempo, mas segundo o Sofascore, não deu nenhum chute a gol e acertou apenas um de cinco dribles tentados. Depois disso, nunca mais. Nem relacionado foi. Na última quarta-feira (28), pela 33ª rodada do Brasileirão, o Santos jogou sem Neymar e Thaciano, e mesmo assim Cuca preferiu levar o jovem Pedro Assis, de 19 anos, no banco. Moisés ficou de fora.
Já Miguelito vive situação parecida, mas com uma diferença: ele continua sendo relacionado, só não joga. Perdeu espaço no pós-Copa e, mesmo antes dos reforços chegarem, já estava escanteado por Cuca. No segundo semestre, atuou contra Universidad Central, Macará, Internacional e Cruzeiro, mas sempre entrando no decorrer das partidas, com poucos minutos. O último jogo dele foi em 12 de setembro, quando ficou nove minutos em campo diante da Raposa, pelo Brasileirão. Ficou no banco contra o Palmeiras, mas não saiu de lá.
Agora, a pergunta que não quer calar: o que fazer com essa dupla? A janela de transferências está fechada, mas no quadro Direto da Redação, do Bolavip Brasil, a avaliação é clara: negociar os dois em dezembro é o melhor caminho. Moisés foi contratado junto ao Fortaleza por cerca de R$ 15 milhões, segundo o balanço financeiro do clube. O FC Tokyo, do Japão, demonstrou interesse, mas o atacante não quis deixar o Peixe. A diretoria santista, seja a atual ou a próxima — tem eleição para presidente em dezembro —, precisa buscar clubes interessados. Miguelito já teve sondagens de clubes europeus em outras janelas, e o Santos pode lucrar. No Transfermarkt, o meia-atacante é avaliado em 5 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões). O Alvinegro Praiano detém 55% dos direitos do jogador boliviano, conforme apurou o Bolavip Brasil.
E tem mais: o Peixe está cheio de opções para a função de Miguelito. Neymar, Coutinho, Barreal, Rollheiser e Bontempo são alguns dos nomes que o treinador tem à disposição. Dificilmente ele vai encontrar espaço no time alvinegro em 2027, mesmo com o futuro de Cuca indefinido. Negociá-lo após o Brasileirão é o mais sensato a se fazer. Afinal, ficar no banco não rende gol, não rende valorização e muito menos rende alegria para o torcedor.
Fonte: br.bolavip.com



