Martin Brundle apoia rigor nas punições em Mônaco: ‘Regras são regras’

Martin Brundle apoia rigor nas punições em Mônaco: ‘Regras são regras’

O GP de Mônaco de Fórmula 1, disputado no último domingo (7), ficou marcado por uma enxurrada de penalidades que mexeram com a classificação final. O motivo? Excesso de velocidade na saída do pit lane. Pilotos como Lewis Hamilton, George Russell, Franco Colapinto, Pierre Gasly e Oscar Piastri levaram cinco segundos de punição por ultrapassarem o limite, que foi reduzido de 80 km/h para 60 km/h devido às dimensões apertadas do circuito de rua.

Para Martin Brundle, ex-piloto e comentarista da Sky Sports, a postura dos comissários foi justa. Ele destacou que os pilotos já vinham desrespeitando a regra desde sexta-feira (5), durante os treinos livres e até nas voltas de reconhecimento. “Alguns pilotos infringiram essa regra, mesmo durante as voltas de reconhecimento até o grid. Isso já havia sido observado pelo diretor de prova e pelas equipes”, explicou Brundle.

Brundle defendeu o rigor, afirmando que não há espaço para flexibilidade. “Apesar de fazerem tudo certo, os pilotos estavam sendo penalizados por ultrapassarem os 60,1 km/h. Regras são regras, porque se isso é permitido, então 60,2 km/h é apenas uma fração a mais e, portanto, também deve ser permitido. Assim como quando um carro está meio quilo abaixo do peso ideal, na Fórmula 1, a punição é necessariamente brutal”, argumentou.

Pierre Gasly, da Alpine, foi um dos mais afetados: recebeu duas penalidades em 20 minutos — uma por 60,1 km/h e outra por 60,4 km/h. Com isso, caiu de terceiro para sétimo lugar, perdendo o pódio. A Alpine protocolou um pedido de revisão junto à FIA, mas Brundle não vê chance de sucesso. “A equipe exigiu uma revisão, mas suspeito que isso não mudará nada”, projetou o comentarista.

A mensagem é clara: em Mônaco, cada décimo de km/h conta — e as consequências são implacáveis.

Fonte: br.bolavip.com

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