O zagueiro Guillermo Maripán, do Internacional, vai ter que cruzar a fronteira e se apresentar pessoalmente à Justiça chilena na próxima quarta-feira, 30 de setembro. O Quarto Juizado de Garantia de Santiago recusou o pedido da defesa para que o atleta participasse por videoconferência da audiência que investiga a suposta divulgação não autorizada de imagens íntimas. A informação é do portal Cooperativa, do Chile.
A estratégia dos advogados era manter Maripán em Porto Alegre, onde cumpre rotina de treinos e preparação com o Colorado. O departamento jurídico do Internacional chegou a enviar documentação ao tribunal, incluindo certificado do clube atestando os compromissos esportivos do jogador na data. Mas o juiz não aceitou: para a corte, a participação remota é medida excepcional, e a presença física foi considerada indispensável. Promotoria e parte querelante também se manifestaram contra o pedido.
O depoimento está marcado para as 12h no horário local, no Centro de Justiça de Santiago. A defesa ainda tentava alternativas jurídicas para evitar a viagem, mas, com a decisão, prevalece a obrigação de comparecimento presencial.
Entenda o caso
Tudo começou com uma ação protocolada em abril de 2025 por Carmen Andrea Castillo Vergara, conhecida como Carmen Tuitera, escritora e relações-públicas chilena de 38 anos. Ela acusa Maripán de violação da vida privada e de exibição e divulgação de registros íntimos sem consentimento, em um episódio ligado ao período em que os dois tiveram um envolvimento.
Segundo a denúncia, o caso teria acontecido em janeiro de 2025, quando o defensor ainda vestia a camisa do Torino, da Itália. A mulher afirma que o jogador tentou encaminhar imagens íntimas a um portal de notícias chileno. Na apuração inicial, o material não foi publicado.
A investigação evoluiu e, em fevereiro de 2026, uma perícia da Polícia de Investigações do Chile indicou que Maripán teria enviado conteúdo íntimo ao portal Infama por mensagens privadas no Instagram, em formato de visualização única. Em abril deste ano, conforme divulgado pela imprensa chilena, o jogador admitiu ao Ministério Público ter encaminhado uma imagem relacionada ao conteúdo privado de Carmen Castillo ao portal. Descreveu o ato como impulsivo, motivado por angústia, medo e irritação. A defesa argumenta que o formato de visualização única demonstraria a intenção de evitar a divulgação.
A audiência de 30 de setembro diz respeito à formalização da investigação criminal. Essa etapa não significa condenação: a responsabilidade penal do jogador depende do andamento do processo e das decisões da Justiça chilena.
A versão de Maripán
Em manifestação formal ao Ministério Público chileno em março, Maripán disse ser alvo de uma campanha de difamação. Na ocasião, contestou as acusações de abuso, negou a divulgação de conteúdos íntimos e questionou as motivações da denunciante. Depois, porém, reconheceu o envio de uma imagem ao portal, apresentando sua justificativa. A defesa sustenta que o contexto e a forma como o conteúdo foi encaminhado devem ser levados em conta na análise judicial.
Em entrevista ao Correio do Povo, Carmen Castillo afirmou ter elementos que, segundo ela, sustentam a acusação. Também declarou que não busca indenização e que quer uma decisão judicial sobre o caso.
Fonte: br.bolavip.com



