Marcelo Paz no Corinthians: trabalho positivo, mas limitado por erros internos

Marcelo Paz no Corinthians: trabalho positivo, mas limitado por erros internos

O Corinthians começou a temporada com um desafio claro: renovar o elenco, mesmo vivendo um cenário financeiro apertado. E a missão de equilibrar qualidade e economia caiu nas mãos de Marcelo Paz, contratado para comandar o departamento de futebol. No balanço geral, a avaliação é positiva — ainda que nem todas as apostas tenham saído como o esperado.

Desde que assumiu, o Timão fechou com Gabriel Paulista, Pedro Milans, Allan, Matheus Pereira, Kaio César, Zakaria Labyad e Jesse Lingard. A maioria chegou sem custos de direitos econômicos, mostrando uma estratégia clara: buscar oportunidades no mercado sem comprometer ainda mais o orçamento.

O único investimento relevante foi o empréstimo de Matheus Pereira, que custou R$ 1,8 milhão. Mas o jogador, que empolgou no início, viu seu desempenho despencar e virou alvo de críticas. Já Allan, contratado com altos salários (R$ 880 mil mensais), não correspondeu em campo, pesando no caixa e na paciência da torcida.

Apesar dos tropeços, o trabalho de Paz não pode ser visto de forma isolada. O dirigente foi prejudicado por decisões da diretoria, comandada por Osmar Stabile, que deixou o clube sob três transfer bans na Fifa. Isso travou qualquer contratação na janela atual e limitou o poder de ação do executivo.

Um exemplo claro dessa interferência foi o caso de Alisson: a negociação estava praticamente fechada, mas foi derrubada por uma reviravolta interna. Ou seja, Paz conduz o futebol, mas não tem autonomia total sobre as escolhas.

Dentro das limitações, o Corinthians até teve bons momentos, como a conquista da Supercopa do Brasil sobre o Flamengo, mas a irregularidade cobrou seu preço: três derrotas seguidas no Brasileirão reacenderam o alerta. Ainda assim, a análise justa do trabalho de Marcelo Paz precisa considerar o contexto — e não apenas os resultados imediatos.

Fonte: br.bolavip.com

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