Lulinha e lobista: mensagens revelam esquema de influência no governo

Lulinha e lobista: mensagens revelam esquema de influência no governo

A Polícia Federal está com um material explosivo em mãos: mensagens que ligam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, a uma rede de tráfico de influência dentro do governo. As conversas, obtidas pela revista Veja e confirmadas pelo GLOBO, mostram como Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger atuavam em parceria para fechar negócios com o alto escalão federal.

Em março de 2024, antes de uma reunião no Ministério da Saúde, Lulinha mandou uma mensagem incentivando Roberta: “Vai com tudo. Manda bjo pro Berge e fala que não fui pq vc não chamou”. O tom irônico revela a intimidade que o grupo tinha com Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta. Esse acesso privilegiado não era por acaso — quem abriu as portas foi Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

A PF não tem dúvidas: Roberta, Lulinha e Fernando Bittar formavam um núcleo permanente para interceder por interesses privados junto à administração pública. Bittar, velho amigo e sócio de Lulinha, já era conhecido da Lava-Jato por ser um dos donos do sítio de Atibaia. O trio mantinha até um grupo no WhatsApp chamado “Musaranhos”, onde discutiam as tratativas. Lulinha e Bittar eram os “Musos”; Roberta, a “Musa”.

O relatório policial destaca que, apesar de Lulinha se manter discreto nas negociações, Roberta sempre o tratava como a referência decisória. Ela se gabava de ter uma proximidade rara com o presidente Lula, afirmando que ele teria até oferecido um cargo no governo — que ela teria recusado.

Quem é Roberta? Empresária com contratos nas áreas de empréstimos consignados, cibersegurança e cannabis medicinal, ela usava a RL Consultoria e Intermediações para operar. A empresa, registrada como “intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral”, era a porta de entrada para negócios com o governo. As mensagens revelam que ela tinha acesso a contratos que envolviam até medicamentos à base de canabidiol, sempre com a dispensa de licitação.

A investigação segue em andamento, mas o que já veio à tona é suficiente para levantar perguntas incômodas sobre como interesses privados circulam nos corredores do poder. E você, o que acha que isso significa para a transparência no governo? Acompanhe os desdobramentos e tire suas conclusões.

Fonte: www.infomoney.com.br

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