O presidente Lula manteve um telefonema na semana passada com seu rebento mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para tratar das suspeitas de envolvimento com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, divulgado uma vez que ‘Careca do INSS’. O lobista é figura médio nas investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias.
Segundo relatos de auxiliares, Lula orientou o rebento a prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades e a se colocar à disposição das instituições. Na conversa, o presidente teria afirmado que, se singelo, Lulinha deve se tutelar e depois buscar reparar sua honra. Esta é a segunda vez que Lula aborda o objecto diretamente com o rebento desde o início das apurações. Lulinha reside na Espanha desde o ano pretérito.
O progresso do caso tem gerado inquietação no Planalto, que avalia os possíveis impactos eleitorais na imagem do presidente. A oposição vê nas suspeitas contra Lulinha uma oportunidade para desgastar Lula. Documentos analisados pela CPI do INSS revelam que o rebento do presidente movimentou R$ 19,5 milhões em uma conta ao longo de quatro anos, com três transferências de Lula totalizando R$ 721,3 milénio. A resguardo de Lulinha nega qualquer irregularidade.
A estratégia do entorno petista é dupla: alongar Lulinha do núcleo das críticas e contrastar a postura de Lula com a do ex-presidente Jair Bolsonaro em situações similares. O legisperito de Lulinha, Marco Aurélio de Roble, argumenta: ‘Bolsonaro mudou cinco diretores da PF durante as investigações contra Flávio Bolsonaro e intimidou o logo ministro Sergio Moro. Lula, por outro lado, tem estimulado as investigações com totalidade reverência à independência das instituições’.
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