A cena que deveria ser de alegria e inocência virou motivo de vergonha nas arquibancadas. Durante o clássico entre Corinthians e Santos, pelo Campeonato Brasileiro, uma criança de oito anos foi alvo da fúria de torcedores por simplesmente pedir a camisa de Neymar — e isso gerou uma reação dura do comentarista Lucas Faraldo, que não poupou críticas ao comportamento dos presentes.
No podcast LivePorti, Faraldo classificou o episódio como inadmissível. Para ele, não importa o que tenha provocado a reação: descontar a frustração do resultado do jogo em uma criança é um ato que ultrapassa qualquer limite. O comentarista foi categórico ao dizer que os verdadeiros culpados pelas cenas lamentáveis foram os próprios torcedores, que agiram de forma animalesca.
E ele não parou por aí. Faraldo lembrou que situações semelhantes já aconteceram em outros estádios, inclusive com policiais militares retirando ou até rasgando cartazes de crianças. Ele citou o caso famoso do menino que queria a camisa de Cássio, quando o goleiro ainda defendia o Corinthians, e questionou a postura das forças de segurança. Para ele, é preciso avaliar caso a caso se um cartaz representa risco real, em vez de simplesmente tomar uma atitude truculenta contra uma criança.
O comentarista também levantou uma questão mais profunda: a relação entre segurança pública e rivalidade. Ele lembrou que em 2026 completamos dez anos da proibição de torcida visitante em clássicos, e acredita que essa medida só reforça a ideia de que o torcedor adversário é um inimigo, em vez de um rival esportivo. Para Faraldo, o problema é sistêmico e vai muito além de um único episódio.
A fala de Lucas Faraldo acende um alerta importante: é preciso repensar a forma como tratamos as crianças e a rivalidade nos estádios. Até quando vamos permitir que a paixão pelo futebol se transforme em violência? A pergunta fica no ar — e a resposta, infelizmente, ainda parece distante.
Fonte: br.bolavip.com



