Kauã Moraes sumido no Cruzeiro: 16 jogos fora e dilema com Artur Jorge

Kauã Moraes sumido no Cruzeiro: 16 jogos fora e dilema com Artur Jorge

O jovem lateral-direito Kauã Moraes virou um verdadeiro mistério no Cruzeiro. Desde 26 de julho, quando a Raposa perdeu para o Botafogo, o camisa 2 simplesmente não pisa mais no gramado. Já são mais de dois meses e meio sem entrar em campo, e a situação começa a gerar um incômodo nos bastidores celestes.

Segundo apuração exclusiva do Bolavip Brasil, existe uma grande dúvida pairando sobre o jovem defensor, que perdeu espaço justamente na passagem do técnico português Artur Jorge. No início, Kauã até recebeu oportunidades, mas foi sumindo aos poucos até virar a última opção na disputa com os experientes William e Fagner. O que intriga é o fato de ele já somar 16 partidas sem sequer ser acionado.

Esse clima esquentou de vez após o último compromisso do time. Fagner foi cortado do banco, e Kauã ficou como alternativa para substituir William. Só que o camisa 12 fez um primeiro tempo desastroso, com falhas diretas em gols, e foi sacado no intervalo. Mesmo assim, Artur Jorge preferiu improvisar o zagueiro Fabrício Bruno na lateral a dar uma chance a Kauã. A decisão pegou mal e virou tema obrigatório na coletiva do treinador.

Artur Jorge tratou de explicar a escolha. Segundo ele, a ideia era montar uma saída de bola com três zagueiros, formando uma linha de cinco no meio-campo, com Arroyo na ala direita. Por isso, precisava de um defensor de origem para não deixar o setor exposto. Ele ainda lembrou que, em outro momento, recuou Viña como terceiro zagueiro e lançou Wesley como ala ofensivo, já que o time estava atrás no placar no segundo tempo.

“A intenção de colocar Fabrício e não o Kauã, quando trocamos o William, foi para termos três homens de construção. Mesmo com a saída do João Marcelo, mantivemos esses três com características defensivas. Ficamos com o Viña de terceiro zagueiro para dar mais liberdade ao Arroyo no corredor direito”, detalhou o português.

Ele completou explicando que a linha de três zagueiros garantia segurança defensiva e vantagem no jogo aéreo, além de tentar estabilizar a equipe para buscar o resultado. “A intenção foi dar os corredores laterais ao Arroyo e ao Viña primeiro. Depois, ao Wesley e ao Arroyo, ficando com apenas três homens na defesa, sabendo que correríamos riscos, mas era necessário com o placar desfavorável”, encerrou.

As laterais são, sem dúvida, um dos maiores problemas do Cruzeiro. Cada lado tem três opções, mas nenhuma consegue se firmar de vez. Fagner talvez seja o mais constante, com boas atuações. Kauã teve bons momentos, mas falhas defensivas pontuais não justificariam tamanho ostracismo. William já perdeu a paciência da torcida e é um dos mais criticados. Na esquerda, Rojas não engrenou, Villalba queimou crédito com o erro na eliminação para o Atlético-MG, e Viña, recém-chegado, começa a ganhar minutos.

Fonte: br.bolavip.com

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