José Boto no Flamengo: R$ 900 milhões gastos e zero criatividade

José Boto no Flamengo: R$ 900 milhões gastos e zero criatividade

Quando BAP assumiu o Flamengo, a contratação de José Boto foi tratada como uma revolução. Português, 60 anos, com histórico de chefe de scout no Benfica, ele chegou cercado de expectativa. Mas, na prática, o que vemos é um trabalho burocrático, sem ousadia e que repete os mesmos erros dos antecessores.

Boto pressiona a arbitragem, não apresenta soluções criativas no mercado e, pior, queima dinheiro em reforços caros. O Flamengo foi campeão em 2025 graças à estrutura financeira sólida construída desde 2015 e ao trabalho do técnico Filipe Luís, demitido em março. O diretor português, sinceramente, contribuiu pouco para esse resultado.

A tentativa de inovar com Juninho, vindo do Qarabag, foi um fracasso retumbante. O atacante não rendeu e foi vendido ao Pumas em dezembro. Depois disso, Boto apostou em nomes caros e o balanço do primeiro trimestre de 2026 mostra um gasto de R$ 900 milhões em reforços. Só Lucas Paquetá custou R$ 315 milhões, entre direitos econômicos, luvas e comissões. O zagueiro Vitão, reserva no time de Leonardo Jardim, saiu por R$ 81 milhões.

Cadê a criatividade? O próprio Flamengo, na era Marcos Braz, trouxe Gabigol e Pedro por empréstimo, com baixo custo. Boto parece não enxergar essas oportunidades. Ele prefere pagar caro em jogadores que não entregam o esperado.

Outro caso é Jorge Carrascal: pagamos R$ 78 milhões em agosto e já estamos tentando vendê-lo. Agora, o clube fala em leilão por Thiago Almada, do Atlético de Madrid. Ótimo jogador, mas não vale uma disputa de preços. E Emerson Royal, que não vingou em nenhum clube europeu, também foi contratado por valores absurdos.

O Flamengo tem dinheiro, mas isso não justifica tanto desperdício. José Boto está aquém do esperado. Precisamos de gestão inteligente, não de investimentos inflados. A torcida merece mais do que isso.

Fonte: br.bolavip.com

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