O Flamengo entrou em campo na noite desta quinta-feira (15) com um objetivo claro: dar um passo importante rumo à final da Libertadores. Diante do Estudiantes, em La Plata, na Argentina, o Rubro-Negro fez o primeiro jogo da semifinal e saiu com um empate sem gols, deixando tudo para ser resolvido no Maracanã na próxima semana. Mas se o resultado em si não foi catastrófico, a atuação foi daquelas para esquecer.
Você já viu esse filme? O time tem elenco, tem qualidade, tem nome, mas dentro das quatro linhas parece que falta conexão. Pois foi exatamente isso que aconteceu. O Flamengo não conseguiu finalizar uma única vez a gol. Isso mesmo: zero chutes na meta adversária. Um dado que, por si só, resume a noite apagada do ataque rubro-negro.
Enquanto isso, do banco, Leonardo Jardim assistia a tudo com uma calma que beirava a inércia. O treinador demorou para mexer na equipe, mesmo diante de um cenário que pedia urgência. Erros individuais, falhas de marcação, perdas de bola constantes — tudo isso se acumulava, mas as alterações teimavam em não vir. A sensação que ficou foi a de um comandante que esperava um lampejo de sorte, quando o time precisava de atitude.
A arbitragem do paraguaio Juan Gabriel Benítez também não ajudou. O juiz foi permissivo com a virilidade excessiva do Estudiantes, deixando de aplicar cartões amarelos em lances que pediam punição. Resultado: o jogo foi ficando pegado, o Flamengo perdia o controle emocional e a partida escapava pelas mãos.
No primeiro tempo, o cenário já era preocupante. O time carioca até tentava, mas pecava na criação. Bruno Henrique tentava puxar contra-ataques, mas era constantemente anulado. Saúl, por sua vez, não conseguiu imprimir o ritmo esperado e acumulou erros que custaram caro. A defesa, mesmo com Léo Pereira e Léo Ortiz conversando e cobrando posicionamento durante o intervalo — flagrados pela transmissão da ESPN —, não conseguiu corrigir as falhas a tempo.
Na etapa final, o panorama não mudou. O Estudiantes seguia crescendo, e o Flamengo, mesmo com um plantel teoricamente superior, não conseguia impor sua qualidade. Lucas Paquetá, em um lance de descontrole, acertou um adversário e recebeu cartão amarelo. Léo Ortiz errou passes que deram oxigênio ao rival. Era um festival de equívocos.
O empate sem gols deixa a decisão aberta, é verdade. Mas se o Flamengo quiser garantir vaga na final, vai precisar de muito mais do que talento no papel. Vai precisar de urgência, de organização e, acima de tudo, de um Leonardo Jardim que não assista passivamente ao time esfarelar em campo.
Fonte: br.bolavip.com



