O Internacional voltou a ser notícia nos bastidores do futebol brasileiro nesta terça-feira (28), mas não pelos motivos que a torcida gostaria. Após a suspensão do zagueiro Victor Gabriel pelo STJD, o clube revelou que a defesa do jogador foi entregue a um escritório terceirizado — e que o tal escritório admitiu ter usado um áudio falso tirado das redes sociais durante o julgamento. Sim, você leu certo.
O caso ganhou contornos ainda mais polêmicos quando o Colorado soltou uma nota oficial informando que a responsabilidade pela estratégia jurídica era do escritório Cravo, Pastl e Balbuena Advogados Associados. E não parou por aí: o próprio escritório reconheceu o erro, pediu a retirada do material dos autos e jogou a pá de cal na credibilidade da defesa.
Victor Gabriel foi punido com uma suspensão que dura até que Gabriel Pec, atacante do Cruzeiro, volte aos treinos — respeitando o limite máximo de 180 dias previsto no CBJD. A lesão foi grave: fratura na tíbia da perna esquerda, ocorrida durante a derrota do Inter para o Cruzeiro. Ainda cabe recurso, mas o clima nos corredores do Beira-Rio é de constrangimento.
Durante a sessão no STJD, o zagueiro se emocionou ao pedir desculpas. “Desde aquela noite, têm sido dias difíceis para mim. São noites em claro em que oro por ele. Peço desculpas de todo o meu coração a todo o pessoal do Cruzeiro”, declarou. O voto inicial do relator pedia apenas seis partidas de suspensão, mas a maioria dos auditores decidiu aplicar o artigo que permite manter a punição enquanto o atleta lesionado estiver afastado.
Agora, além da lesão e da punição, o Internacional enfrenta uma crise de imagem. Terceirizar a defesa e ainda ter que lidar com um áudio falso é, no mínimo, uma baita bola fora. Fica a lição: no futebol, como na vida, confiar cegamente em terceiros pode sair caro.
Fonte: br.bolavip.com



