O Internacional está em uma situação no mínimo incômoda com Matheus Cunha. Emprestado pelo Cruzeiro até junho de 2027, o goleiro não possui nenhuma cláusula que permita seu retorno antecipado ao clube mineiro. Ou seja, se o Colorado quiser devolvê-lo antes do prazo, terá que bancar o salário até a metade de 2027, independentemente de ele vestir outra camisa ou ficar treinando em separado. Pense nisso: é como pagar por um serviço que você não vai usar — e no futebol, esse tipo de detalhe contratual pesa no orçamento.
A trajetória de Matheus Cunha no Beira-Rio começou com expectativa. Com Paulo Pezzolano, ele ganhou a titularidade e parecia ter se firmado. Mas a realidade é outra: foram 22 jogos e 18 gols sofridos, números que acenderam o alerta da torcida e da comissão técnica. As críticas foram crescendo, e o goleiro nunca conseguiu transmitir a segurança que um clube do tamanho do Inter exige.
O ponto de virada veio na derrota por 2 a 1 para o Mirassol. Expulso na partida, Matheus Cunha viu Eduardo Baptista tomar uma decisão drástica: afastá-lo do grupo principal. Nos bastidores, o clima esquentou. Bernabei, que precisou ser substituído ainda no primeiro tempo para dar lugar ao goleiro reserva, protagonizou uma discussão acalorada com o companheiro no vestiário. É o tipo de situação que expõe fraturas internas e mina qualquer projeto de recuperação.
A tendência é que o goleiro não volte a defender o Colorado em 2026. O futuro dele será reavaliado apenas para a temporada seguinte, mas com o contrato rígido e sem cláusula de devolução, o Inter segue pagando por um atleta que não deve render frutos dentro de campo.
Enquanto isso, a meta colorada ganha novos contornos. Sem Sergio Rochet, que se recupera de cirurgia na coluna e não deve jogar mais nesta temporada, Anthoni assumiu a titularidade. Logo atrás vem Kauan Jesus, cria da base que estreou na rodada passada e deixou boa impressão. A ideia da comissão técnica é que os dois disputem a posição nos seis jogos restantes do ano. Além deles, Filipe Sírio e Henrique Menke, também formados no clube, treinam com o profissional e podem ser acionados.
No fim das contas, o caso Matheus Cunha é um lembrete de como cláusulas contratuais mal amarradas podem custar caro. Para o torcedor, fica a lição: nem todo reforço se traduz em segurança. E para o Inter, a missão é reconstruir a confiança de um setor que precisa urgentemente de estabilidade.
Fonte: br.bolavip.com



