O Internacional vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Depois da derrota para o Santos, no Beira-Rio, a pressão sobre Paulo Pezzolano aumentou de forma considerável, e a diretoria colorada já começou a discutir, nos bastidores, possíveis substitutos para o comando técnico. Em apuração exclusiva, nomes como Tite, Luis Zubeldía, Lisca e Dunga foram colocados na mesa como alternativas viáveis caso o uruguaio seja demitido.
A situação de Pezzolano ficou insustentável após a equipe chegar a dez rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro, sem contar a eliminação para o Grêmio na Copa do Brasil. A derrota por 3 a 2 para o Santos não foi uma goleada, o que evitou uma demissão imediata — a diretoria havia feito um acordo interno para mantê-lo mesmo com o revés, a menos que fosse um placar elástico. No entanto, as reuniões realizadas nesta segunda-feira (7), no CT Parque Gigante, indicam que o cenário mudou. Pezzolano e o executivo Fabinho Soldado agora vivem sob forte pressão.
A gestão colorada entende que não pode demitir Pezzolano sem ter um nome encaminhado. A ideia é agir com planejamento, especialmente em um momento tão crítico da temporada. Mas a tarefa não é simples: encontrar um treinador disposto a assumir um projeto a curto prazo, com apenas 12 rodadas restantes no Brasileirão, é um desafio e tanto. O profissional que chegar já entra pressionado, com pouco tempo para conhecer o elenco e tentar uma reação imediata.
Outro agravante é o ano eleitoral no clube. Não há garantia de que um novo técnico terá continuidade na próxima gestão, o que afasta nomes de peso que buscam estabilidade. Mesmo assim, Tite, Zubeldía, Lisca e Dunga foram citados nas conversas internas como possíveis planos B, C ou D, cada um com seu perfil e situação contratual distinta.
Enquanto isso, um nome inusitado surgiu com força: Bruno Silva, campeão da Libertadores pelo Inter em 2010. Em contato com o Bolavip, o ex-jogador deixou claro que aceitaria assumir o comando do Colorado caso Pezzolano saia. E mais: a ideia incluiria Guiñazú, outro herói daquela conquista, para compor a comissão técnica. A identificação com o clube e a possibilidade de reviver uma parceria de sucesso podem pesar a favor dessa solução caseira.
Abel Braga também foi lembrado, mas a possibilidade foi descartada pelo próprio Abel, que não quer mais voltar a ser treinador. A rotina intensa de viagens e jogos nas últimas 12 rodadas não combina com seu momento atual. Ele segue envolvido no futebol, mas em outra função.
Enquanto a diretoria não bate o martelo, a torcida colorada fica no aguardo, esperando uma definição que traga esperança em meio à turbulência. A decisão pode mudar os rumos do time em 2025 e definir o futuro do clube na temporada.
Fonte: br.bolavip.com



