A situação do Internacional no Brasileirão ficou ainda mais delicada. Segundo o Departamento de Matemática da UFMG, a probabilidade de rebaixamento do Colorado subiu para 56,4%, um salto de 17,9 pontos percentuais em relação aos 38,5% registrados após a 32ª rodada. O aumento vem depois da derrota para o Fluminense e da vitória do Grêmio sobre o Athletico-PR.
Enquanto o Inter viu seu risco disparar, o Grêmio seguiu o caminho oposto. Com o 2 a 0 de quinta-feira (29), o rival viu sua chance de queda despencar de 61,6% para 33,4%, uma redução de 28,2 pontos percentuais, e deixou o Z-4. O Colorado, que não pontuou no Maracanã, permanece com 35 pontos, mas agora ocupa a 17ª posição, atrás dos 37 do Grêmio.
Na lista da UFMG, o Inter aparece com o quarto maior risco de queda, atrás de Corinthians (66,4%), Remo (99,14%) e Chapecoense (100%). Logo depois vêm Grêmio (33,4%) e Mirassol (16,3%). Coritiba (7,5%), Vasco (7,4%), Vitória (7,3%) e Botafogo (6,1%) completam os times com risco acima de 6%.
O Corinthians, com 33 pontos e na 18ª posição, recebe o Mirassol nesta sexta (30), às 20h, e o resultado pode alterar novamente os percentuais antes de o Inter voltar a campo. Se vencer, o time paulista chega a 36 pontos e ultrapassa o Colorado. O Mirassol, com 37, também está na briga, com 16,3% de risco.
A tabela de rebaixamento por pontuação da UFMG mostra o risco para cada total na reta final. Com 42 pontos, a chance de queda é de 28,9%; com 43, de 9,0%; com 44, cai para 1,75%; e com 45, para 0,18%. A partir de 47, o risco é praticamente zero. Já com 41 pontos, o percentual sobe para 58,7%, e com 40, para 83,8%.
Os valores por pontuação são menores que os divulgados pela UFMG em 27 de outubro, citados pelo Bolavip: 36,9% para 42 pontos, 13,4% para 43 e 0,3% para 45. Na análise do Bolavip, os dois indicadores medem coisas diferentes: um mostra o que cada total vale, e o outro estima onde o Inter deve terminar a partir da situação atual.
Com 35 pontos e cinco jogos pela frente, o Inter tem 15 pontos em disputa. Para chegar a 42, precisa de sete; para 43, de oito; e para 44, de nove, o equivalente a três vitórias. Em análise anterior, o Bolavip já havia mostrado que três vitórias no Beira-Rio podem não bastar para garantir a permanência.
O primeiro obstáculo é o Coritiba, na terça-feira (3), às 21h30, no Beira-Rio, pela 34ª rodada. Depois, o Inter visita o Vasco, recebe Vitória e Bragantino e fecha a campanha contra o Cruzeiro, fora de casa. O Coritiba enfrenta o Vitória no sábado (31), às 16h, e tem 7,5% de risco na UFMG.
Na tabela de probabilidades de resultados da UFMG, o Inter tem 21,91% de vitória, 51,68% de empate e 26,41% de derrota como mandante. Como visitante, os números são de 11,70%, 29,76% e 58,55%. O Coritiba, fora de casa, tem 20,84% de vitória, 33,07% de empate e 46,09% de derrota. Os valores são gerais de cada time, e não específicos para o confronto.
Antes do jogo com o Fluminense, o levantamento próprio do Bolavip, com 1 milhão de cenários, apontava 35,8% de queda para o Inter, perto dos 38,5% da UFMG naquele momento, ainda que os métodos sejam diferentes. A derrota por 2 a 1, com gol de Lucho Acosta no último lance, mudou o cenário nos dois modelos.
Depois do jogo, Eduardo Baptista disse que o resultado foi alterado pela arbitragem de Lucas Casagrande, e citou um pênalti não marcado no início, a falta de Renê em Ronaldo, punida só com amarelo, e a camisa puxada em Bruno Gomes. O treinador também elogiou a produção do time, principalmente no segundo tempo.
Para a terça, o Inter ainda reavalia Alan Patrick, que sente.
Fonte: br.bolavip.com



