O Gre-Nal feminino, válido pelo Brasileirão, terminou dentro de campo com vitória do Grêmio por 2 a 1, mas o pós-jogo foi marcado por uma grave denúncia. Um torcedor do Internacional registrou um boletim de ocorrência por injúria racial contra Bárbara Fonseca, executiva do futebol feminino do Grêmio. O episódio teria acontecido após a partida, no Sesc Campestre, em Porto Alegre, quando a delegação gremista deixava o local.
Na ocorrência, o torcedor relatou que a dirigente teria proferido ofensas racistas durante uma discussão nas proximidades da arquibancada. Segundo o advogado da vítima e uma nota da torcida organizada Camisa 12 do Inter, Bárbara Fonseca teria gritado: ‘sai filho da p***, macaco filho da p***’.
Do outro lado, a versão é completamente diferente. Bárbara Fonseca compareceu à delegacia ainda na noite de sábado, acompanhada pelo corpo jurídico do Grêmio, e negou veementemente as acusações. Em nota oficial, o clube tricolor afirmou que a acusação é inverídica e que seus representantes é que teriam sido alvo de ofensas por parte de torcedores rivais.
Agora, a polícia trabalha para desvendar a verdade. O caso está sob investigação, com a coleta de depoimentos de testemunhas de ambas as partes. As autoridades também solicitaram a liberação das imagens das câmeras de segurança do Sesc e do Internacional, clube mandante, para tentar reconstituir os fatos com base em evidências visuais.
A repercussão foi imediata. A torcida organizada Camisa 12 publicou uma nota de repúdio nas redes sociais, cobrando uma apuração rigorosa. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) também se pronunciou, destacando que acompanha o caso e reafirmando seu compromisso com o combate ao racismo no futebol.
Enquanto a investigação corre, o episódio joga um holoforte indesejado sobre o clássico e reacende um debate urgente: a necessidade de erradicar qualquer forma de discriminação do esporte. O caso segue em aberto, aguardando as conclusões da polícia.
Fonte: br.bolavip.com



