Guerra no Irã derruba multimercados: o que esperar agora?

Guerra no Irã derruba multimercados: o que esperar agora?

A tensão geopolítica no Oriente Médio virou um furacão nos mercados financeiros, e os fundos multimercados brasileiros estão sentindo o baque. Após um início de ano positivo até fevereiro, os primeiros quatro dias úteis de março trouxeram quedas expressivas, com alguns fundos despencando até 5%.

O cenário é uma combinação perigosa: a Bolsa brasileira em queda, juros e dólar em alta no país, e um cenário internacional que piora a cada notícia sobre o conflito. Os gestores, que haviam assumido posições baseadas em um ambiente mais estável, agora veem suas estratégias sendo testadas pela volatilidade extrema.

A grande interrogação que paira sobre os investidores agora é: quanto tempo essa guerra vai durar? A resposta define tudo. Um conflito prolongado pode estrangular o abastecimento global de petróleo, reacendendo o fantasma da inflação, forçando os bancos centrais a subirem juros e freando o crescimento econômico mundial. É uma equação que ninguém quer ver resolvida.

Os números não mentem. De 90 fundos multimercados das categorias Macro e Dinâmicos analisados pela Economática (com patrimônio acima de R$ 500 milhões), impressionantes 74 fecharam o período com perdas. O Kapitalo Zeta Merídia, da gestora Kapitalo Ciclo, liderou as quedas, com uma perda de 5,00% apenas em março.

Entre os gigantes, aqueles com patrimônio bilionário, o tombo foi um pouco menor, mas ainda significativo, girando em torno de 3% no mês. O Capstone Macro Master, por exemplo, recuou 3,40%. Apesar do susto de março, a maioria dessas grandes carteiras ainda mantém ganhos positivos no acumulado do ano, mostrando que o bom desempenho anterior criou uma margem de segurança – por enquanto.

O que fazer diante desse cenário? A chave é monitorar de perto a evolução do conflito e suas repercussões nos preços das commodities e nos juros globais. Para o investidor, é hora de revisar a alocação, entender a exposição do seu fundo a esses riscos e, acima de tudo, manter a calma. Mercados reagem a crises, mas também se recuperam. A estratégia agora é de cautela e atenção redobrada aos movimentos dos gestores para navegar nessa turbulência.

Fonte: www.infomoney.com.br

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