O Grêmio mostrou maturidade e eficiência ao vencer o Deportivo Riestra por 3 a 0, em Buenos Aires, pela Copa Sul-Americana. Não foi uma atuação de encher os olhos, mas foi exatamente o que o time precisava: um resultado sólido para recuperar a confiança em meio à pressão do calendário.
No início, o time foi mais cauteloso. Com Léo Perez como volante fixo, o Tricolor buscou equilíbrio, enquanto William tinha liberdade para avançar e se aproximar de Gabriel Mec, Amuzu e Carlos Vinícius. Aos poucos, o time conseguiu colocar a bola no chão e acelerar as transições, explorando os lados com profundidade.
O primeiro gol nasceu exatamente dessa estratégia. Uma transição rápida do meio para o ataque, bola espetada para Amuzu — o jogador mais regular da equipe — que parte para cima, corta para dentro e sofre pênalti. Carlos Vinícius assumiu a responsabilidade e converteu, abrindo o placar.
Com a vantagem, o Riestra foi obrigado a sair mais, oferecendo espaços. E o Grêmio soube aproveitar. Mesmo sem domínio absoluto, a equipe passou a encontrar mais campo para acelerar e atacar em velocidade.
Na segunda etapa, a entrada de Noriega no lugar de Léo Perez trouxe ganho imediato. Mais qualidade na saída de bola, mais agressividade na marcação e maior velocidade na construção. O time passou a controlar melhor o jogo.
Pelo lado esquerdo, Pedro Gabriel fez uma partida consistente, apoiando com qualidade e criando superioridade ao lado de Amuzu. Foi justamente dessa conexão que nasceu o segundo gol: jogada trabalhada, toque rápido, aproximação e infiltração no espaço vazio. Amuzu tabela com Gabriel Mec, recebe nas costas da defesa e finaliza com precisão.
A partir do 2 a 0, o Grêmio jogou mais leve. Com confiança, passou a trocar passes com mais fluidez e controlar o ritmo da partida. As entradas de Martin Braithwaite e Thiaguinho deixaram o time ainda mais compacto e dinâmico.
Thiaguinho, inclusive, volta a aparecer como alternativa interessante. Com boa condução e capacidade de levar a bola da primeira para a segunda linha, lembra, dentro das proporções, características importantes que o time perdeu sem Arthur.
O terceiro gol fecha a conta e simboliza a postura da equipe. Pavon não desiste da jogada, recupera a bola, tabela com Braithwaite e recebe de volta, antes do dinamarquês acertar um chute de alto nível para marcar.
A vitória traz tranquilidade, mas também aponta ajustes necessários. O time ainda permite circulação do adversário à frente da área e precisa melhorar a proteção pelo meio, algo que não foi explorado pelo Riestra, mas será por adversários mais qualificados.
Dentro do contexto, o Grêmio fez o que se esperava: venceu, convenceu em partes e, acima de tudo, ganhou confiança para uma semana decisiva que culmina no confronto contra o Flamengo.
Fonte: br.bolavip.com



