Grêmio: derrota para o Vitória expõe a dura realidade sem criatividade

Grêmio: derrota para o Vitória expõe a dura realidade sem criatividade

Aquele Gre-Nal cheio de esperança pareceu um sonho distante no último sábado. O Grêmio, que tinha mostrado organização e repertório contra o Internacional, voltou a ser um time previsível e sem ideias na derrota por 1 a 0 para o Vitória, em Salvador. E o pior: os velhos fantasmas que pareciam ter sido exorcizados agora voltam com força total, deixando uma pergunta no ar: afinal, a grande atuação no clássico foi o início de uma evolução ou apenas um lampejo em meio a uma temporada de irregularidade?

Desde o início, o jogo foi um espelho dos problemas que assombram o Tricolor. Entre os 8 e 20 minutos do primeiro tempo, até houve uma tentativa de pressionar o Vitória, mas os ataques eram construídos de forma tímida, quase sempre em bolas rebatidas ou jogadas pelos lados, sem profundidade. Faltou aquilo que todo time precisa para transformar posse de bola em perigo real: criatividade. O meio-campo, que deveria ser o cérebro da equipe, simplesmente não funcionou. Não houve aproximação, não houve aceleração, não houve um passe entre linhas capaz de desmontar a defesa adversária.

Carlos Vinícius, o centroavante, ficou novamente isolado e faminto. Um jogador do calibre dele precisa receber bolas em condições de finalizar, mas o Grêmio não produziu nada que o colocasse em evidência. E pela lateral, a ausência de Amuzu foi sentida de forma cruel. Ele é aquele tipo de atleta que enfrenta o marcador, acelera e quebra linhas — algo que quase ninguém no elenco consegue fazer. Sem ele, o time ficou ainda mais previsível, sem alguém que pudesse inventar uma solução.

As escolhas do técnico também merecem questionamento. Pavón, mesmo com limitações técnicas, vinha mostrando vontade e intensidade pelo seu lado. Mas a mudança de posição e a entrada de Tetê novamente não funcionaram. E aqui, não dá mais para ignorar o que os olhos veem: Tetê simplesmente não produz. Ele não cria jogadas, não vence no um contra um, não participa de tabelas e raramente gera vantagem para o time. É frustrante ver um setor do campo simplesmente parar de funcionar. O clube precisa repensar seriamente o futuro do jogador, porque insistir indefinidamente em alguém que não entrega o que se espera é um luxo que o Grêmio não pode ter.

Villasanti, outro nome que costuma ser confiável, também esteve muito abaixo. Ele não conseguiu proteger a primeira linha como de costume e tampouco apareceu no apoio ofensivo. O time, como um todo, pareceu desconectado, sem energia. E essa derrota não é apenas mais um resultado negativo fora de casa — é um alerta de que os problemas estruturais continuam lá, esperando por uma solução que ainda não chegou. A pergunta que fica é: o que o Grêmio precisa fazer para não repetir esse roteiro? A resposta, infelizmente, ainda parece distante.

Fonte: br.bolavip.com

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