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Grêmio afunda na melancolia: eliminação para o Bolívar escancara crise e aumenta pressão em Luiz Castro

Grêmio afunda na melancolia: eliminação para o Bolívar escancara crise e aumenta pressão em Luiz Castro

A noite desta quarta-feira ficará marcada como uma das mais sombrias da história recente do Grêmio. Diante da sua torcida, na Arena, o Tricolor amargou uma derrota para o Bolívar e deu adeus à Copa Sul-Americana. Um resultado que tem sabor de tragédia para o clube gaúcho e de feito inédito para os bolivianos, que pela segunda vez eliminam um time brasileiro em competições da Conmebol. Para o Grêmio, o que resta é mais um capítulo de uma temporada repleta de decepções e um futebol que insiste em não convencer.

Mas o problema vai muito além do placar. A eliminação apenas escancarou o que já era visível há meses: o time de Luiz Castro segue sem identidade, sem padrão e, principalmente, sem evolução. Após um lampejo de melhora diante do Fluminense, o treinador resolveu mexer novamente na equipe. A única alteração obrigatória era a entrada de Braithwaite no lugar de Carlos Vinícius, suspenso. No entanto, o resto do time voltou a apresentar os mesmos vícios de sempre: setores distantes, meio-campo inexistente na criação e uma dificuldade absurda para gerar chances claras de gol.

A paciência da torcida, que já era pouca, acabou de vez. Durante a partida, os gritos de “Renato Portaluppi” ecoaram na Arena, deixando claro que a sombra do ex-técnico vai perseguir Luiz Castro enquanto o time não mostrar reação. O que mais incomoda o torcedor é a falta de evolução coletiva. O Grêmio repete os mesmos erros de meses atrás: os meias não participam da construção, não há aproximação entre os setores e as variações táticas são praticamente nulas.

Outro ponto que gera revolta é a teimosia de Luiz Castro em forçar seu modelo de jogo, mesmo quando o elenco não se encaixa. Ele insiste com Tetê, que segue devendo o futebol esperado, enquanto Monsalve, que já mostrou qualidade quando teve oportunidade, desapareceu do mapa. É uma incoerência que beira o inexplicável.

A falta de repertório também preocupa. Quando mexe no time, o treinador apenas troca peças por outras de características semelhantes, sem nunca mudar a estrutura ou propor algo novo. O Grêmio segue sem dois meias centralizados, sem presença ofensiva pelo meio e sem soluções quando o jogo fica travado.

O fim da partida ainda reservou mais polêmica: confusão generalizada, expulsão de Noriega e também de um boliviano, e um vermelho direto para Marlon, que entrou no segundo tempo e deu uma entrada violentíssima. Um retrato perfeito do descontrole emocional que tomou conta do grupo.

Agora, a pressão sobre Luiz Castro aumenta ainda mais. O Grêmio tem uma sequência decisiva pela Copa do Brasil contra o Mirassol, primeiro fora e depois na Arena. A torcida exige mudanças imediatas, tanto nas escalações quanto na postura em campo. Mais do que perder uma vaga, o time perdeu a chance de mostrar que está evoluindo. E, neste momento, a palavra que define o sentimento gremista é, sem dúvida, melancolia.

Fonte: br.bolavip.com

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