O Fluminense viveu dias de tensão antes da saída de Luis Zubeldía. A sequência sem vitórias pesou, o treinador acabou demitido e Marcão reassumiu o comando. Agora, quem quebrou o silêncio foi Paulo Henrique Ganso, um dos líderes do elenco, que explicou por que a pressão no futebol é tão cruel e por que os jogadores evitam cravar o fim de um ciclo.
Em papo com a Record, o meia foi cirúrgico: no futebol, o que importa é o resultado, independentemente de como a equipe joga. “Você pode atuar bem ou mal, mas precisa vencer. Quando fica oito, dez jogos sem ganhar, a coisa fica insustentável”, disparou Ganso, deixando claro que a paciência no esporte tem limite curto.
E ele foi além ao abordar a responsabilidade da cúpula. Para o camisa 10, é quase impossível um atleta dizer publicamente que não acredita mais no trabalho. “O jogador segue treinando, tentando evoluir. Quem decide é o presidente, o diretor. A gente só tenta dar o nosso melhor”, completou.
Ganso também destacou que a cobrança não fica só no vestiário. A diretoria e o presidente sentem o peso da arquibancada, e são eles que precisam agir quando o cenário vira contra. “O torcedor pressiona, e quem está lá em cima tem que bater o martelo”, refletiu.
Com Marcão no comando, o cenário mudou. O treinador interino devolveu protagonismo a Ganso, que voltou a ser peça-chave no esquema tricolor. Agora, o Fluminense tenta engrenar e recuperar a confiança — tanto dentro quanto fora de campo.
Fonte: br.bolavip.com



