Galvão Bueno não está nada satisfeito com a organização da Copa do Mundo nos Estados Unidos. Em entrevista ao Estadão, o veterano narrador, que hoje trabalha no SBT em parceria com a N Sports, voltou a criticar as condições oferecidas para a imprensa durante o torneio. Dessa vez, o alvo foi o estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, onde o Brasil venceu o Haiti. Para ele, a estrutura é a pior que já viu em mais de 50 anos de carreira.
O locutor não poupou palavras ao descrever a situação. “Eu sou um narrador, um apresentador de televisão, mas sou um vendedor de emoções. E ando no fio da navalha”, disse. “Tem a realidade dos fatos que você não pode fugir. Se está ruim, eu falo. O lugar de transmissão aqui nessa Copa do Mundo, dizem que é o principal país do mundo… nunca vi nada tão ruim na minha vida”, protestou.
As queixas de Galvão não se limitaram à Filadélfia. Ele também criticou o Metlife Stadium, em Nova Jersey, que sediará a final em 19 de julho. “Não foi só eu que falei, não”, ponderou, referindo-se a outros profissionais que compartilham da mesma opinião. Entre os problemas, estão as cabines mal posicionadas, que dificultam a visão do campo, e a falta de estrutura adequada para o trabalho.
Apesar do desabafo, Galvão fez questão de destacar sua felicidade em estar no SBT, em sua 14ª Copa do Mundo, um feito que o levou ao Guinness Book. “Não tem o velho Galvão, o novo Galvão. É o Galvão de sempre”, afirmou. Ele também mencionou um episódio em que um colega da imprensa ficou de pé na sua frente durante a transmissão de Brasil x Haiti, na Flórida, o que gerou mais reclamações.
Everaldo Marques, novo titular dos jogos da Seleção na Globo, também se manifestou sobre o problema. Em seu Instagram, ele explicou que precisou narrar em pé porque, sentado, não conseguia enxergar o campo todo. “O monitor tem um atraso na imagem. Mínimo, mas suficiente para me incomodar, pois tento estar em cima do lance o máximo possível”, escreveu. Ele completou dizendo que, como estava na última fileira, ficar em pé não atrapalhou ninguém.
A insatisfação de Galvão e Everaldo reflete um sentimento comum entre os profissionais de imprensa que cobrem a Copa nos EUA. Enquanto a organização do evento promete ser a melhor possível, a realidade nos estádios parece deixar a desejar para quem está ali para transmitir as emoções do futebol.
Fonte: br.bolavip.com



