Gabigol não fugiu do assunto. Em entrevista concedida no CT Rei Pelé ao quadro Abre Aspas, do GE, o atacante abriu o jogo sobre os mais variados temas da carreira, incluindo os clubes brasileiros com os quais já cruzou caminho — seja por polêmicas, especulações ou até mesmo dentro de campo.
O episódio da foto vazada com a camisa all black do Corinthians foi o que mais rendeu. A imagem caiu na rede e virou combustível para rumores de uma possível troca de clube, mas o jogador tratou de colocar panos quentes. Para ele, não há nada demais em vestir a camisa de outro time.
“Ontem mesmo ganhei uma camisa do Everton Ribeiro e vesti a do Bahia. Não vejo isso como algo que atrapalhe. A foto vazou, mas eu não tive controle sobre isso. Não queria que tivesse vazado. No futebol você troca camisa, usa camisa de basquete, usa camisa de time da Europa. Eu gosto muito, por exemplo, do João Pedro, do Chelsea. Acho um jogador fenomenal. Comprei uma camisa dele e usei para ir na festa do Davi Lucca, filho do Ney”, explicou.
Em seguida, o atacante foi taxativo ao descartar qualquer tratativa com o Alvinegro. “Não, não tinha interesse. É que saía que tinha interesse. O Corinthians nunca falou com ninguém. Aquilo foi uma coisa que foi se criando, criando, criando e aconteceu”, afirmou, antes de completar.
“Eles podiam ter o interesse. Poderia, mas aí outro time também tinha. Acabou meu contrato com o Flamengo. O Palmeiras também me procurou. E eu falei que eu não ia para o Palmeiras. Porque eu joguei no Flamengo. Eu não vou jogar no Palmeiras”, concluiu.
A declaração, porém, bate de frente com o que disse Augusto Melo, ex-presidente do Timão, em entrevista de janeiro de 2024. Na ocasião, o dirigente garantiu que havia conversas avançadas pela contratação do camisa 10.
“Eu falei (na posse) sobre quatro (reforços), porque existem pequenos detalhes. Sobre Gabigol, tem conversas adiantadas, depende deles agora. A gente vem conversando bastante, é um atleta que nos interessa, eu sempre brinco que tem as nossas características. Já fizemos a nossa parte, a gente sabe que é difícil, é um dos melhores jogadores do país, é um ídolo por onde passou. E nos interessa, sempre deixei claro, nossa parte já fizemos, agora depende deles. E está caminhando bem”, disse o mandatário na época.
Augusto Melo também comentou sobre a estrutura financeira do clube para viabilizar a chegada do jogador. “Quando eu falei que não tem nenhuma empresa para custear a vinda do Gabigol, nós temos uma das três maiores folhas salariais do país. Então, temos que ter um dos três melhores times do país. Jogador hoje, no caso do Gabigol, falta um ano para acabar o contrato dele, falta ainda uma porcentagem que o Flamengo precisa liquidar, como a gente está fazendo hoje, parcelando luvas, salários, inclusive nossa folha vai abaixar um pouco mais com uma qualidade muito melhor. Vai vir coisa boa aí, pode ter certeza que vem um dos maiores patrocínios do futebol”, acrescentou.
O ex-presidente ainda ressaltou a relação institucional com o Flamengo e a presença de Marcos Braz na posse. “Marcos Braz veio gentilmente representando o Flamengo e o presidente Landim, como vieram o presidente do Bahia e outros presidentes. Eu acho que o futebol tem que ter essa integração, essa harmonia, assim como eu fui na posse do presidente Marcelo Teixeira. A vinda do Marcos Braz foi somente pela posse nossa”, salientou.
Por fim, detalhou os planos do Corinthians caso a negociação não avançasse. “O fato da negociação do Gabigol, eu falei com o Flamengo, nos interessa, vai depender deles, é um jogador que não é barato, mas tem as nossas características, seria um sonho do corintiano. Mas, se não der certo, o Corinthians tem um plano B e C, e a gente está partindo para isso também, até porque o Corinthians precisa de mais um centroavante. Sem investidor”, finalizou.
Fonte: br.bolavip.com



