O futuro de Gabigol no Santos segue mais nebuloso do que nunca. Com contrato de empréstimo até dezembro, o camisa 9 admitiu, em entrevista ao Globo Esporte no quadro Abre Aspas, que pode deixar o Peixe ao fim do Brasileirão. O vínculo dele pertence ao Cruzeiro, que paga a maior parte dos cerca de R$ 3 milhões mensais e tem contrato com o atacante até 2028 — enquanto o clube paulista arca com uma fatia dos vencimentos.
Apesar de se declarar feliz no Alvinegro, Gabi não escondeu a incerteza. Para ele, os quatro jogos restantes contra Coritiba, Grêmio, Vitória e Botafogo podem ser a última chance de atuar ao lado de Neymar, amigo próximo. “Pode ser que eu fique, pode ser que eu vá embora, então quero aproveitar todos os jogos com a camisa do Santos. Pode ser também a última vez que eu jogue com o Ney, ele tem 34 anos, não sei se vai dar tempo de a gente se encontrar de novo. O Coutinho tem 34 anos, será que eu vou jogar com o Coutinho e o Neymar de novo?”, refletiu.
O atacante estendeu a nostalgia a outros companheiros, como Rodinei e Arão, com quem dividiu o vestiário no Flamengo. “Tento aproveitar todo treino, todo jogo. Será que um dia eu vou jogar no Santos de novo? Então eu tento sempre aproveitar e desfrutar do que está acontecendo”, completou.
Sobre o futuro, Gabigol revelou que ninguém do Santos ou do Cruzeiro o procurou para tratar de renovação. As únicas movimentações que chegaram até ele, via empresário, foram sondagens dos Estados Unidos e da Turquia. “Ninguém falou comigo. Nem do Santos, nem do Cruzeiro. É legal que eu vejo que o Santos foi até BH falar com o Cruzeiro (risos). Se estão fazendo, eu não sei. Eu não sei o que vai ser ano que vem”, contou.
“As únicas coisas que acontecem é que o meu empresário às vezes me liga perguntando que teve interesse dos Estados Unidos, interesse da Turquia, ‘Como é que seria? Ok? Não? Como é que a gente faz? Pode ser? Não pode?’. Só isso. Mas não sei o que vai acontecer”, acrescentou.
O cenário é complicado. O Santos carrega quatro transfer bans por dívidas com Pedro Caixinha e sua comissão técnica, o que impede o registro de novos jogadores — ou seja, comprar Gabigol do Cruzeiro está fora de cogitação no momento. A alternativa seria renovar o empréstimo, mas nos bastidores a Raposa já sinaliza que não pretende emprestar o camisa 9 novamente. Some a isso o alto salário pago pelo clube mineiro, bem acima do que o Peixe desembolsa hoje, e a eleição presidencial do Alvinegro marcada para 12 de dezembro, com Marcelo Teixeira cotado para a reeleição. A única certeza? Gabigol ainda tem quatro jogos para escrever seu capítulo final — ou não — com a camisa do Santos.
Fonte: br.bolavip.com



