O Flamengo divulgou o balancete do primeiro trimestre de 2026, mostrando um recorde histórico de investimentos. Mas o que chamou atenção foi o valor que ainda vai entrar no caixa: cerca de R$ 180 milhões em parcelas de transferências de jogadores. O dinheiro já está previsto no orçamento, mas ainda não foi recebido, e cada parcela que vence faz diferença no planejamento da diretoria.
A maior parte desse montante vem da venda do lateral-direito Wesley para a Roma, da Itália. O negócio foi fechado em 25 milhões de euros (cerca de R$ 163 milhões na cotação de julho de 2025), e o Flamengo ainda tem aproximadamente R$ 90 milhões a receber. Wesley foi uma das vendas mais lucrativas da história recente do clube.
Em segundo lugar, aparece o meia argentino Carlos Alcaraz, vendido ao Everton, da Inglaterra, por 15 milhões de euros (R$ 96 milhões em maio de 2025). O saldo pendente é de cerca de R$ 55,6 milhões. Completando a lista, Matheus Gonçalves foi negociado com o Al-Ahli, da Arábia Saudita, por 8 milhões de euros (R$ 50 milhões na época), e faltam R$ 32,7 milhões.
Além desses parcelamentos, o Flamengo também briga na justiça esportiva para receber valores de transferências mais antigas. Três casos estão na Fifa: a venda de Werton ao Leixões (1 milhão de euros, cerca de R$ 5,8 milhões), André ao Estrela da Amadora (500 mil euros, R$ 2,8 milhões) e Igor Jesus ao mesmo clube português (2 milhões de euros, R$ 12,5 milhões). Igor Jesus, inclusive, já foi revendido ao Los Angeles FC, mas o Flamengo não recebeu sua parte.
Há ainda uma pendência com o Almería, da Espanha, que deve 1,8 milhão de euros (R$ 10,5 milhões) em encargos tributários de uma transferência feita em 2022. O valor principal foi pago, mas os impostos não. No total, somando parcelamentos e cobranças judiciais, o Flamengo espera receber mais de R$ 200 milhões.
Isso tudo acontece em um momento em que o clube também registrou recorde de gastos no trimestre, com a contratação de Lucas Paquetá ultrapassando R$ 300 milhões. A diretoria precisa equilibrar as contas, administrando recebimentos e pagamentos parcelados. O clube tem cerca de R$ 450 milhões a pagar por contratações futuras, o que exige um fluxo de caixa bem controlado.
Enquanto isso, a torcida acompanha de perto, porque cada valor que entra ajuda a sustentar o alto nível de investimento que o Flamengo vem fazendo. O clube opera em dois trilhos: gasta pesado e planeja ao mesmo tempo.
Fonte: br.bolavip.com



