Flamengo dispara em expulsões: 50% dos jogos com vermelho

Flamengo dispara em expulsões: 50% dos jogos com vermelho

A vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, no último domingo (12), não conseguiu esconder um problema que está tirando o sono da torcida rubro-negra. Nos últimos seis jogos, o Flamengo foi exposto de forma alarmante: em três deles, terminou com um jogador a menos. Isso significa que, na prática, o time precisou enfrentar metade de seus compromissos recentes com desvantagem numérica.

No clássico no Maracanã, foi a vez de Carrascal ver o cartão vermelho direto, após uma entrada forte em Martinelli nos minutos finais. O levantamento é preocupante: o índice de expulsões saltou para 50% nos últimos jogos, um aumento significativo se comparado à temporada passada, quando o clube mantinha uma média baixa de cartões.

O que mais chama atenção é que as expulsões não se concentram em um setor específico. Peças importantes do meio-campo e do ataque já foram direto para os vestiários. A lista inclui Evertton Araújo, Pulgar e o próprio Carrascal. Em apenas quatro meses de 2026, o elenco profissional já soma seis expulsões. Para você ter uma ideia da escalada, em todo o ano de 2025 foram apenas sete cartões vermelhos.

Jogar com dez homens em metade do tempo recente tem um custo óbvio: sobrecarrega o elenco e torna a missão de manter resultados positivos muito mais difícil. É um desgaste físico e tático que pode cobrar um preço alto na sequência apertada da temporada.

Diante da situação, o técnico Leonardo Jardim tentou acalmar os ânimos, apontando os contextos. Sobre a expulsão de Carrascal, ele comentou: “Algumas são atitudes irrefletidas. Acho que não tinha necessidade daquela entrada, mas foi a ânsia de tirar a bola. Se não fosse vermelho, seria amarelo. O Martinelli fez uma falta parecida e levou amarelo”.

Jardim também fez uma reflexão sobre o equilíbrio emocional da equipe: “É muito importante o controle. Quando a gente pede mais pegada, as emoções ficam à flor da pele. Eu prefiro corrigir quando entram com essa intensidade do que estarmos apáticos e sem essa raça”. A declaração do comandante mostra que, para ele, o foco excessivo na disciplina não pode abafar a garra que o time precisa demonstrar em campo. O desafio agora é encontrar o ponto ideal entre combatividade e inteligência tática.

Fonte: br.bolavip.com

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