Fachin Exige Apuração Sem Exceções no Caso Banco Master

Fachin Exige Apuração Sem Exceções no Caso Banco Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tomou uma atitude firme nesta sexta-feira ao enviar um ofício diretamente ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. No documento, ele deixou claro que qualquer fato envolvendo integrantes da Corte no caso Banco Master precisa ser investigado sem brechas. Imagine a cena: informações vazando sobre possíveis envolvimentos de ministros do STF em investigações do caso Master, e Fachin não hesita em cobrar transparência total. Ele afirma que, assim que receber um relatório completo com todas as informações, dará os ‘encaminhamentos devidos’, sem excluir ninguém – isso mesmo, ‘sem exceção de pessoa’.

No ofício, Fachin destaca que tem visto circular publicamente dados, documentos ou indícios que apontam para um eventual envolvimento de membros do Supremo nos fatos investigados no âmbito do caso Master. Ele ressalta que há um ‘inequívoco interesse institucional’ em apurar cada detalhe relevante. É como se ele estivesse dizendo: não vamos varrer nada para debaixo do tapete. ‘A propósito, sem prejuízo de procedimentos em andamento, cumpre-me esclarecer que, apenas chegue a esta Presidência relatório, expediente ou conjunto de informações dessa natureza onde tenham sido apresentados integralmente, sem exceção de pessoa, os fatos correlatos, serão dados os encaminhamentos devidos’, declarou Fachin no texto.

O ofício, enviado nesta sexta-feira, tem como assunto ‘Informações relativas a fatos relacionados ao Banco Master’ e é endereçado diretamente a Andrei. Fachin também fez questão de defender que as investigações respeitem a autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público, além das competências do próprio Supremo. O objetivo? Garantir que ‘todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, sem qualquer exceção de fato ou de pessoa’. Você percebe como isso reforça a ideia de justiça igual para todos?

Em suas palavras, Fachin expressou confiança nas instituições: ‘Tenho a convicção de que a Polícia Judiciária e o Ministério Público, como instituições permanentes de Estado, e não de governo, desempenharão suas atribuições com a independência, a responsabilidade e o rigor que delas se espera. A preservação da confiança pública nas instituições exige que eventuais ilícitos sejam investigados com seriedade, transparência e respeito à ordem constitucional’. Isso soa como um chamado à integridade, não é? Ele ainda acrescentou uma ressalva sobre a necessidade de respeitar as competências de cada órgão, vendo a observância das regras processuais como uma garantia para os investigados e para a legitimidade das apurações.

Para Fachin, a atuação coordenada entre Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário é crucial: ‘essencial para que nenhum fato relevante deixe de ser apurado e para que nenhuma instituição ultrapasse os limites de suas atribuições constitucionais’, escreveu ele. No final do documento, o presidente do STF reitera uma audiência com Andrei que, segundo ele, já foi acertada entre os gabinetes. O ofício não especifica data ou horário desse novo encontro, mas o GLOBO apurou que estava previsto para o dia 13, embora deva ser antecipado. Fachin lembra ainda de outras duas reuniões com o diretor-geral da PF: uma em 17 de agosto, às 11h30, no STF, e outra em 31 de agosto, às 14h, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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