Expulsão de Matheus Cunha desmonta Inter em derrota para o Mirassol

Expulsão de Matheus Cunha desmonta Inter em derrota para o Mirassol

O plano do Internacional para encarar o Mirassol durou apenas 15 minutos. Foi nesse momento que Matheus Cunha recebeu o cartão vermelho após cometer falta fora da área em Bruno Santos, e Eduardo Baptista precisou repensar tudo antes mesmo do intervalo. O cenário, na 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, virou um quebra-cabeça difícil de montar.

Para colocar Kauan Jesus no gol, o treinador sacou Bernabei, que havia começado mais adiantado no campo. A mexida alterou toda a estrutura colorada, que passou a lidar com dois problemas simultâneos: a inferioridade numérica e a falta de peças para sustentar o desenho ofensivo que havia sido planejado.

Apesar do contexto complicado, Kauan Jesus virou uma das boas notícias do Inter. O goleiro entrou em campo sem tempo para se preparar, no meio da partida, e respondeu bem. Sua atuação foi decisiva para segurar o Colorado vivo diante da pressão adversária.

No segundo tempo, Eduardo Baptista improvisou para dar sustentação ao time sem abrir mão de contra-atacar. Montou uma linha de cinco defensores, com João Victor como ala-direita, Thiago Maia deslocado para a zaga e Braian Aguirre na ala esquerda. Mais à frente, Bruno Gomes e Vitinho formaram a dupla de meio-campo, enquanto Johan Carbonero entrou para dar velocidade e virar opção nas transições.

As mudanças escancararam a dificuldade de reorganizar a equipe com um jogador a menos. A saída de Juninho para a entrada de João Victor e a troca de Matheus Bahia por Carbonero mexeram com as funções de vários atletas. O Inter precisou apelar para improvisações para tentar equilibrar os setores.

O Mirassol abriu o placar aos três minutos do segundo tempo, com Eduardo, e o lance expôs uma falha coletiva na organização defensiva colorada. Não dá para culpar um único jogador: houve erro na ocupação dos espaços, justamente em uma estrutura com cinco defensores.

Carlos Eduardo estava dentro da linha de cinco, mas saiu da estrutura e deixou um buraco. Nenhum volante fez a cobertura necessária, e o adversário encontrou o caminho para finalizar. Bruno Gomes, Rodrigo Villagra e Thiago Maia também demoraram a reagir ao movimento que originou o gol, permitindo que Eduardo recebesse em zona perigosa e concluísse com o pé direito, no meio da área.

O episódio deixa claro que jogar com cinco defensores não garante segurança por si só. A linha precisa funcionar de forma coordenada, com os homens de meio-campo atentos à cobertura e às movimentações rivais. Mesmo com um a menos, o Inter não poderia deixar um espaço tão importante desprotegido.

O Mirassol ainda ampliou para 2 a 0 em um contra-ataque, aproveitando os espaços que o Colorado deixou ao tentar buscar o empate. Na sequência, Reinaldo marcou de pênalti e transformou a vitória em goleada, castigando um time que, com um jogador a menos desde o primeiro tempo, teve dificuldades para recompor a defesa e controlar as transições do adversário.

A expulsão de Matheus Cunha condicionou todo o confronto e tornou a missão de Eduardo Baptista muito mais complicada. Ainda assim, a forma como o Inter sofreu o gol merece atenção. A inferioridade numérica explica parte do problema, mas não justifica a falta de cobertura e a demora na leitura do lance. Fica a lição: organização defensiva não depende só do número de jogadores, mas da sincronia entre eles.

Fonte: br.bolavip.com

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