Etanol na gasolina: Flávio critica aumento e promete debate sobre mistura

Etanol na gasolina: Flávio critica aumento e promete debate sobre mistura

Em sua live semanal no YouTube, o candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, não poupou críticas à decisão do governo Lula (PT) de elevar o percentual de etanol anidro na gasolina. A resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), publicada em julho, aumentou a mistura obrigatória de 30% para 32%, válida por 180 dias e prorrogável por mais seis meses. Para Flávio, essa medida representa mais um reflexo de um governo que, segundo ele, tenta “maquiar” produtos e serviços, reduzindo quantidades sem reduzir preços.

Durante a transmissão, Flávio comparou a situação a práticas comuns no mercado: “As pessoas vão comprar uma barrinha de chocolate e percebem que era de 200 gramas, agora é 160. O rolo de papel higiênico, que tinha 40 metros, agora tem 36. Até a caixa de Bis, que vinha com 20 unidades, agora vem com 16. E a dúzia de ovos, que sempre teve dez, agora… bem, isso já é outra história. Mas a gasolina virou etanol! Nem o combustível esse governo está poupando.”

O presidenciável afirmou que, se eleito, vai promover uma discussão ampla sobre a proporção de etanol na gasolina. Ele defende que existem alternativas para incentivar o setor sucroenergético sem necessariamente aumentar a mistura obrigatória. “Temos que debater isso com profundidade. Não dá para simplesmente elevar o teor de etanol e achar que resolveu o problema. Há outras formas de fomentar a indústria sem prejudicar o consumidor”, destacou Flávio, que estava acompanhado do deputado federal Guilherme Derrite, candidato do PP ao Senado por São Paulo.

A fala de Flávio surge em um momento de polarização política, mas também toca em um ponto sensível para o bolso do brasileiro: o preço dos combustíveis. Com a alta do etanol, o custo da gasolina tende a subir, o que impacta diretamente a inflação e o poder de compra da população. O senador aproveitou para criticar a política energética do governo atual, que, segundo ele, prioriza ideologia em detrimento da eficiência e do bolso do cidadão.

A declaração de Flávio também ecoa uma preocupação que já era debatida por especialistas: o aumento do percentual de etanol pode reduzir a autonomia dos veículos e, em alguns casos, até causar danos ao motor, dependendo da tecnologia. No entanto, o governo defende a medida como uma forma de reduzir emissões e impulsionar a produção de biocombustíveis. Flávio, por outro lado, acredita que o debate precisa ser mais amplo e incluir a participação da sociedade.

Enquanto isso, o mercado acompanha com atenção os desdobramentos dessa discussão. A promessa de Flávio de revisar a política de mistura, caso eleito, pode ser um trunfo eleitoral, mas também gera incertezas sobre o futuro do setor sucroenergético. O que fica claro é que o tema promete render muitos capítulos até as eleições e além.

Fonte: www.infomoney.com.br

Compartilhar