Empate amargo com Remo deixa Grêmio no Z-4 e Gre-Nal vira decisão

Empate amargo com Remo deixa Grêmio no Z-4 e Gre-Nal vira decisão

O Grêmio voltou de Belém com um gosto amargo na boca. O empate em 1 a 1 com o Remo, longe de ser apenas mais um resultado, escancarou os problemas do Tricolor e ligou o sinal de alerta máximo na luta contra o rebaixamento. Com 30 pontos, o time segue na 18ª colocação, dentro do Z-4, a apenas dois pontos do Corinthians, que é o primeiro clube fora da zona da degola. Ou seja: a margem de erro é praticamente zero.

O que mais incomoda não é apenas o tropeço, mas a forma como ele aconteceu. O Grêmio teve a vitória nas mãos e a deixou escapar. Após um primeiro tempo sofrível, com pouca criatividade e quase nenhuma finalização perigosa, o time conseguiu abrir o placar nos minutos finais da etapa inicial. Kannemann, que não marcava pelo Grêmio desde abril de 2019 — na derrota por 5 a 4 para o Fluminense —, apareceu como herói inesperado e colocou o Tricolor na frente. Era o momento perfeito para controlar o jogo, ditar o ritmo e matar a partida.

Mas não foi o que aconteceu. No segundo tempo, o Grêmio simplesmente sumiu. Recuou demais, abdicou da posse de bola e passou a se defender com dez jogadores atrás da linha da bola, como se estivesse segurando um resultado heroico. O Remo, que precisava do resultado, avançou sem medo, pressionou e encontrou o empate em uma bola alçada na área. E não foi por falta de chances de matar o jogo: Enamorado desperdiçou três oportunidades claras, Braithwaite teve a dele e Tetê também apareceu bem. Se qualquer uma dessas bolas tivesse entrado, a história seria outra.

O futebol, como sempre, castiga quem não aproveita as chances. O Grêmio que poderia voltar de Belém com três pontos e um suspiro de alívio, voltou com apenas um, e agora carrega uma pressão ainda maior para o clássico. Domingo tem Gre-Nal, e não é exagero dizer que a partida virou uma decisão antecipada pela permanência na Série A. O rival também está envolvido na luta contra o rebaixamento, o que torna o confronto ainda mais dramático.

Não basta vestir a camisa e entrar em campo com raça. O Grêmio precisa jogar futebol, com organização, intensidade e inteligência tática. Não pode se contentar em competir por lampejos ou depender de bolas paradas. É preciso concentração do primeiro ao último minuto, coragem para assumir o protagonismo e, acima de tudo, maturidade para não repetir o erro de recuar depois de sair na frente.

O empate em Belém não acabou com as chances de reação, mas aumentou consideravelmente o peso do Gre-Nal. O time perdeu uma oportunidade de ouro de somar três pontos fora de casa e agora terá pela frente um confronto direto, contra um adversário que vive a mesma pressão. Cada rodada passa a valer ouro, e um tropeço pode significar uma distância ainda maior para sair da zona de rebaixamento.

Domingo não há outra alternativa: o Grêmio precisa vencer. Não apenas para somar pontos, mas para mudar o ambiente, recuperar a confiança e mostrar ao torcedor que ainda há futebol e vontade suficientes para escapar da degola. A história do clube exige isso. A situação na tabela exige isso. E o torcedor, mesmo na bronca, espera uma resposta à altura.

Fonte: br.bolavip.com

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